36º Festival de Almada

O Teatro Nacional D. Maria II associa-se, uma vez mais, ao Festival de Almada, uma das mais importantes mostras de teatro em Portugal. Ao longo de vários dias, a 36ª edição do Festival traz 3 espetáculos ao D. Maria II.

De 4 a 14 de julho, a Sala Estúdio recebe a estreia de As três sozinhas, uma criação de Anabela Almeida, Cláudia Gaiolas e Sílvia Filipe, com coprodução do TNDM II e do teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser. Três criadoras e uma multidão de mulheres dentro delas é a premissa da qual parte este espetáculo. As mulheres reais, as desejadas, as bruxas, as da ficção e todas as outras. A pensar, a voar, a mastigar, a lembrar, a atear. As três sozinhas traz-nos uma longa espiral de mulheres a girar em torno de uma clareira na floresta à noite.

Na Sala Garrett, será possível assistir a dois espetáculos internacionais. Nos dias 6 e 7 de julho, o encenador belga Jan Lauwers invoca um mundo que desapareceu em Guerra e Terebintina. Uma adaptação para teatro de um dos mais premiados romances belgas, da autoria de Stefan Hertmans, este espetáculo transporta para o palco o início do século XX e a violência da Primeira Grande Guerra, a partir de uma base musical, coreográfica e pictórica.

Logo a seguir, nos dias 10 e 11 de julho, é a vez do encenador italiano Alessandro Serra levar ao palco da Sala Garrett um espetáculo vencedor de dois Prémios Ubu em 2017, para melhor espetáculo e melhor interpretação. Macbettu é uma adaptação do clássico Macbeth, de William Shakespeare, numa versão falada em sardo e interpretada por um elenco inteiramente masculino, onde predominam imagens com uma força simultaneamente bela e terrível.