40 mil espectadores renderam-se ao Circo

A primeira edição do Festival Internacional do Circo do Porto levou o circo contemporâneo a 40 mil pessoas.

O Festival Internacional de Circo do Porto ofereceu 44 espetáculos de circo contemporâneo à cidade e deixou o público rendido que encheu os vários palcos para assistir.

Ao todo, passaram pelo Coliseu Porto Ageas, Jardim de São Lázaro, Praça da Batalha, Poveiros e Santo Ildefonso cerca de 40 mil pessoas. Ao longo de quatro dias, o Coliseu contagiou o Porto com o circo e a cidade  deixou-se contagiar. De portas abertas, também alguns locais e turistas tiveram a oportunidade de entrar pela primeira vez no grande chapitô da cidade, o Coliseu.

Do humor visual de “Viva Viktor” à graciosidade de “Rouge”, passando pela cinematografia circense de “Speakeasy”, muitos dos curiosos que viram os espetáculos do primeiro dia, 13 de setembro, voltaram para seguir o programa de palco em palco e o número de pessoas nas praças foi aumentando exponencialmente até domingo.

“Para muitos, foi o primeiro contacto com o circo contemporâneo”, avança fonte do Coliseu. No final dos números, os artistas conversavam com os espectadores, que pediam fotografias e autógrafos. “E a cidade estava sempre em discurso direto, corpo e cenário de narrativas inesperadas”.

Ao todo atuaram 13 companhias, muitas delas em estreia em Portugal. Além dos espetáculos, o Festival contou ainda com conversas sobre o projeto de Circo Social, visitas guiadas ao Coliseu e percursos comentados para artistas e turistas estrangeiros, com partida do Coliseu até um dos palcos do evento.

“A seleção das companhias abriu horizontes e curiosidades. O Coliseu mostrou que é um dos grandes veículos de acesso à arte, na dimensão mais contemporânea do circo, e acredita que a cidade guardou esta experiência. E que está disponível para a ver crescer”, pode ler-se na nota de imprensa.

Nos últimos anos, o Coliseu fez uma “aposta estética e artística do Circo, e este Festival traduz essa aposta, com resultados que estiveram à vista de todos, quer em termos de público, quer na experiência dos artistas, a maioria a atuar pela primeira vez em Portugal”.

O adjunto do Secretário de Estado da Cultura Tiago Bartolomeu Costa, o gestor cultural José Bastos, o ex-presidente da Associação de Circo de Andaluzia Miguel Moreno “Bolo” e o artista francês Clément Dazin, integrado no programa com o espetáculo “Bruit de Couloir, partilharam a sua visão sobre o circo contemporâneo e as estratégias para a sua evolução e sustentação.