A “Canção do Bandido” e Concertos

Em novembro, há teatro e concertos no Teatro Nacional de S. Carlos, em Lisboa.

A partir de dia 8, no Teatro da Trindade, com música e direção musical de Nuno Côrte-Real, libreto de Pedro Mexia e encenação de Ricardo Neves-Neves, um elenco composto por cantores portugueses, com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, estreia a “Canção do Bandido”.

Partindo do conto tradicional “O Macaco de Rabo Cortado”, Canção do Bandido imagina uma personagem que não é um macaco, mas sim um advogado, um Casanova dos tempos modernos, um homem que acumula conquistas e as vai trocando por novas conquistas sem pensar nas consequências dos seus atos. Em que devemos acreditar? No libreto, nos protagonistas, nos antagonistas ou nas personagens que, falando em vez de cantar, contestam estes diálogos e esta dialética? De Don Giovanni à música pop, dos bordões linguísticos aos jogos nonsense, as personagens de Canção do Bandido trazem para o palco tudo o que lhes ocorre e que ilustra as suas dúvidas. Canção do Bandido é uma encomenda do Teatro da Trindade em parceria com o Teatro Nacional de São Carlos e a Temporada Darcos.

A celebração dos 25 anos da OSP faz-se de concertos. No dia 25, no Centro Cultural de Belém, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Joana Carneiro, apresenta, em estreia absoluta, Cassini para Orquestra Sinfónica, obra encomendada a Luís Tinoco. O Concerto para Violoncelo, de William Walton, interpretado por Johannes Moser e Assim Falou Zaratustra, de Richard Strauss completam o programa.

Entretanto, na segunda quinzena, dia 16, Johannes Moser (violoncelo) e elementos da OSP interpretam o Quinteto em Dó Maior, D. 956 de Franz Schubert.

A partir de dia 22 inicia-se a Série OSP25, com cada concerto a ter a curadoria de um músico da OSP. Concertos de excelência, nas Séries OSP25 e Antena2, sempre de entrada gratuita e sempre às 18h30.

Dia 22 Carolina Matos é solista (violoncelo) e curadora responsável pela escolha de Quatuor pour La Fin du Temps, de Olivier Messiaen.

No dia 29, Irene Lima é solista (violoncelo) e curadora do concerto com as obras Sete Poemas de Block para Soprano, Piano, Violino e Violoncelo e Quinteto para Piano e Cordas, de Dmitri Schostakovich.

Dia 15 de novembro o Grupo Musical Olisipo inaugura a Série Antena2 num concerto de entrada livre no Foyer, assinalando o seu 30º aniversário.