A Ciência explica tudo, do Universo à Bolota

Para decifrar a complexidade da natureza, seja ela o universo ou uma bolota, nada melhor do que ouvir dois cientistas, um físico e uma bióloga. É o que vai acontecer em mais um PubhD UMinho. E não será nada aborrecido até porque o encontro é num bar e sempre se pode beber um copo.

Assuntos da Física de Partículas e da Biologia serão tratados pelo PubhD UMinho de março. A sessão realiza-se no dia 21 de março, pelas 21h15 no Barhaus. A entrada é gratuita.

Helena Silva (Biologia) – “E da flor nascerá… uma bolota” – Depois de concluir o mestrado em Biologia Molecular, Biotecnologia e Bioempreendedorismo em Plantas, Helena Silva deu o passo seguinte e iniciou um doutoramento em Biologia, integrada nos centros de investigação BioISI (Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas) e LEAF (Linking Landscape, Environment, Agriculture and Food), da Universidade de Lisboa. Desde 2015 que se dedica à caracterização do desenvolvimento reprodutivo do sobreiro (Quercus suber). No centro da sua atenção está a bolota. Helena pretende reunir conhecimento acerca da indução e desenvolvimento das flores e como este pode afetar a produção do fruto do sobreiro, tão importante para a alimentação animal e para a propagação da espécie. “Tal como nós, as flores também têm género, mas ao contrário de nós a sua maioria é hermafrodita” explica a investigadora, “por isso, é importante perceber o porquê da existência das diferentes variedades nos tipos de flores e como estas se tornam em fruto”.

Tiago Vale (Física) – “Origem do Universo e o CERN da questão” – De todas as perguntas difíceis, “De que é feito o universo?” é, talvez, a pergunta difícil que espera por resposta há mais tempo. Tiago Vale é um físico português, entre centenas de cientistas que, no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), analisa dados de um acelerador de partículas (LHC, de Large Hadron Colider) para tentar descobrir novas partículas que possam responder a perguntas em aberto na física fundamental. “A descoberta destas novas partículas, ou a observação da sua ausência, permite restringir o número de respostas possíveis para estes problemas em aberto” explica o investigador associado ao LIP (Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas). Acredita que o seu doutoramento em Física de Partículas contribuirá para responder à pergunta sobre a origem do universo e perceber como é o que os seus constituintes interagem. Também confia na aplicação prática do conhecimento adquirido e a sua passagem para a sociedade até porque o CERN, onde está a desenvolver a sua pesquisa, tem sido rampa de lançamento para várias spin-offs, como a World Wide Web, os touchscreens ou os PET scans, entre outros.