A Ciência vai aos copos e ao bairro social na UM

Duas jovens investigadoras apresentam os seus projetos sobre o Linfoma de Hodgkin e educação não formal em contexto de bairro social. Está curioso? Então apareça no Barhaus no dia 22 de novembro, pelas 21h15. E enquanto bebe um copo, pode questionar as oradoras sobre o trabalho que realizaram.

Ana Rita Gomes (Saúde) – “O linfoma de Hodgkin de A a Z” – Bióloga de formação, foi no mestrado em Análises Clínicas que Ana Rita decidiu estudar o Linfoma de Hodgkin. Não foi à procura de uma cura ou nova terapia para esta forma de cancro no sistema linfático. Dedicou-se sim à recolha da informação disponível para que se tornasse mais fácil, aos outros, encontrar pistas, respostas e referências sobre a doença.

No seu trabalho, Ana Rita organizou tudo por departamentos: fatores de risco, fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento da doença, pessoas potencialmente em risco de contrair a doença, comportamento das células quando a doença se desencadeia, sinais e sintomas, procedimentos de diagnóstico e de tratamento. Tudo foi pensado para facilitar o acesso e compreensão da informação sobre uma patologia que, embora assustadora, tem uma taxa de cura de cerca de 90%.

Inês Saavedra (Educação) – “Brincar com a ciência nos bairros sociais”- Inês estudou Física na licenciatura e no mestrado mas faltava qualquer coisa… E foi no âmbito de outro mestrado (Educação – especialidade em Educação de Adultos e Intervenção Comunitária) que se dedicou à comunicação da ciência a crianças e jovens, em contexto de educação não-formal, em espaços sociais vulneráveis.

De repente, o projeto começou a ganhar forma… E a investigadora encontrou nos bairros sociais, o ambiente ideal para desenvolver ideias e práticas que procuram incentivar a autonomia, estimular o espírito crítico, prevenir o abandono escolar e desenvolver a criatividade de crianças e jovens. “Brincar com Ciência” foi uma das atividades desenhadas e implementadas com o intuito de provocar mudanças positivas num contexto socioeconómico desfavorecido, capacitando-o, individual e coletivamente, no sentido de uma sociedade mais justa.

O movimento PubhD foi promovido pela primeira vez em Nottingham em Janeiro de 2014. Chegou a Portugal em Outubro de 2015 e três meses depois as cidades de Braga e Guimarães acolheram a versão PubhD UMinhho, numa iniciativa do STOL-Science Through Our Lives – um projecto do Departamento de Biologia da Universidade do Minho vocacionado para a comunicação e divulgação de ciência, atividade que converge com o espírito do PubhD. Desde Setembro o PubhD UMinho passou a realizar-se exclusivamente em Braga e, com esta, já conta com 32 sessões e a participação de 70 investigadores.