Adega portuguesa é “Edifício do Ano 2018”

A adega da Herdade do Freixo detém o estatuto de “Edifício do Ano 2018”

A adega da Herdade do Freixo detém o estatuto de “Edifício do Ano 2018”, da ArchDaily, na categoria de Arquitetura Industrial. A eleição resulta de uma votação de quase 100 mil leitores da publicação, que escolheram as obras arquitetónicas de que mais gostaram.

A adega subterrânea desenrola-se em espiral ao longo de 40 metros de profundidade e já dá para perceber que quando as uvas da vinha plantada sobre os seus três pisos crescerem, ninguém a conseguirá distinguir na paisagem.

“É uma adega de outro mundo. Escondida, serpenteante debaixo da terra”, descreve o arquiteto Frederico Valsassina, a propósito do prémio. “Quando olhamos à nossa volta, a paisagem do Alentejo estende-se a perder de vista e, de adega, nem sinal. Tirando uma ou outra abertura discreta. Lá dentro, “escondem-se” dois percursos: um para os trabalhadores e outro para os visitantes. Recorde-se que o edifício recebeu uma menção honrosa nos Prémios FAD 2017 e uma nomeação nos Prémios Construir 2017.

Inserida numa propriedade tipicamente alentejana, esta adega de design, perde-se num mundo vínico de 300 hectares. A herdade situa-se entre a Serra D’Ossa e Évora, no concelho do Redondo, e foi buscar ao nome à Aldeia do Freixo.

Esta espécie de Guggenheim subterrâneo, inaugurada em 2016, precisou de quase uma década para ver a luz do dia. Do momento da idealização ao fim da obra, passaram-se 10 anos: “tudo foi pensado ao pormenor e em nome do vinho”, explica o arquiteto.