ArtWorks expõe Still Cabanon em Lisboa

Depois da Casa da Arquitectura, em Matosinhos, agora é vez da cidade de Lisboa receber “Still Cabanon”, a exposição itinerante desenvolvida para a Anozero’17 – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra.

Still Cabanon representa o desafio lançado pelo Atelier do Corvo e pela Artworks a artistas de diferentes disciplinas e ensaístas para pensarem e desenharem um espaço íntimo de abrigo, onde se desenvolvem as suas reflexões em torno do habitar no Século XXI tendo como inspiração a casa-abrigo de Le Corbusier: Le Cabanon.

A inauguração realiza-se no próximo dia 25 de outubro às 19h00, no Gabinete (Rua Ruben A. Leitão,2B 1200-392 Lisboa), onde ficará patente até 15 de novembro.

Still Cabanon resulta de um desafio lançado pelo Atelier do Corvo e a Artworks a 18 autores de diferentes disciplinas, como a arquitetura e a arte ou o design, assim como a 9 ensaístas, que propõe um diálogo referente ao habitar do século XXI e que tem como pano de fundo a casa-abrigo de Le Corbusier: Le Cabanon. Concebida para a edição de 2017 do Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, cuja programação convergente integrou, foi posteriormente apresentada na Casa da Arquitectura de Matosinhos, entre Julho e Setembro de 2018, encerrando agora a sua itinerância nacional no Gabinete, em Lisboa.

A exposição Still Cabanon contou com a colaboração de artistas e ensaístas como Aires Mateus, Alexandra João Martins, Ângela Ferreira, Armando Rabaça, Atelier Do Corvo, Carvalho Araújo, Gabriela Vaz-Pinheiro, Didier Fiúza Faustino, Eduardo Souto Moura, Inês Moreira, Fernanda Fragateiro, Fernando Brízio, José Bártolo, Filipe Alarcão, João Luís Carrilho Da Graça, José M. Pinto, João Mendes Ribeiro, José Pedro Croft, Magda Seifert, Nuno Sousa Vieira, Patrícia Barbas Lopes, Pedro Pousada, Paula Santos, Pedro Brígida, Sara Castelo Branco, Ga Estudio, Jérémy Pajeanc.

Le Cabanon de Le Corbusier como inspiração

Em 1952, o arquiteto Le Corbusier projetou para si um pequeno edifício de madeira em Roquebrune (Cap-Martin), na Riviera Francesa, que ocuparia durante anos como casa-abrigo para ele e a mulher no final do verão. Le Cabanon ficou para a história como uma reflexão sobre  a condensação do espaço de habitar, sobre  a polivalência do espaço e dos seus usos. Após esta experiência radical, repetidas vezes revisitada por criadores que se movem no território do Espaço, como pensar o habitar mínimo e a sua polivalência de espaços e usos, o refúgio, foi lançado a um conjunto de autores de diferentes áreas disciplinares como a arte, a arquitetura e o design, a proposta de pensar e desenhar um espaço íntimo de abrigo para si próprios, onde se desenvolvam as suas reflexões em torno do habitar no século XXI. Le Corbusier morreu em 1965, todavia o conceito de amor e uma cabana preconizado pelo arquiteto sobreviveu até aos dias de hoje através de Still Cabanon.