Dá cá um beijo, dá cá, dá cá!…

Já beijou hoje? Então, se ainda não o fez, é melhor pensar melhor!

Um beijo? Um estudo publicado recentemente na revista Nature revela que o vírus causado pela mononucleose consegue ligar-se a várias partes do genoma humano, tornando a pessoa mais frágil e vulnerável a diversas doenças.

A mononucleose é uma infeção causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV) e é transmitida através da saliva. Infeções na garganta, febres altas, placas esbranquiçadas na garganta e ínguas (processo inflamatório) no pescoço são alguns dos sintomas causados, sendo que a doença do beijo não tem qualquer tratamento específico.

John Harley é um dos autores do estudo e acredita que “esta descoberta é importante o suficiente para estimular muitos outros cientistas em todo o mundo a reconsiderarem este vírus nesses distúrbios. Como consequência, e supondo que outros possam replicar as nossas descobertas, isso pode levar a terapias, formas de prevenir e antecipar doenças”.

Os cientistas envolvidos no estudo concluíram ainda que os componentes produzidos pela doença do beijo interagem diretamente com o ADN humano, aumentado assim o risco genético da mononucleose.