Bienal de arte têxtil Contextile em Guimarães

Promove o diálogo entre tradição têxtil e a criação artística - a Contextile vai realizar- se de 1 de setembro até 20 de outubro.

Pelas últimas edições da Contextile terão passado 90 mil pessoas por Guimarães – números apontados pela bienal de arte têxtil contemporânea que está de regresso à cidade em setembro, logo no primeiro dia do mês.

Realiza-se desde 2012, aquando da Capital Europeia da Cultura, e foca-se na expressão artística com recurso à arte têxtil. A partir de setembro, a cidade berço será pontuada por um conjunto de obras de artistas contemporâneos oriundos de várias partes do mundo.

Capital do têxtil-lar e um município onde a ITV – Indústria Têxtil e do Vestuário – representa cerca de 70% da atividade económica e mais de dois terços do total das exportações, em Guimarães o têxtil acaba sempre por se evidenciar.

Ann Hamilton, artista norte-americana, foi convidada pela bienal para desenvolver um projeto artístico de grande escala para a Contextile 2018. As suas criações têm sido descritas como intervenções no espaço, que interagem com a história dos locais, através da recriação de “ambientes efémeros” e da criação de “experiências imersivas”.

“Na perspetiva de aprofundar e desenvolver uma maior conectividade entre territórios de cultura têxtil e uma maior relevância da bienal na comunidade artística nacional e internacional, convidamos a artista ANN HAMILTON (Columbus, Ohio, USA, 1956, e distintíssima Profª. da Universidade de Columbus / Ohio, no Departamento de Arte), a participar na Contextile 2018. Por encarnar em absoluto a matriz conceptual e artística da bienal: colocar o têxtil noutro contexto, no contexto da arte contemporânea. Ann Hamilton é conhecida e reconhecida a nível mundial, enquanto artista contemporânea, que trabalha com têxtil, de uma forma conceitual e contextualizante.
A vinda e participação de Ann Hamilton na bienal em Guimarães, em 2018, além de uma grande visibilidade à Contextile, à cidade e à região, será um grande contributo para a afirmação da arte têxtil contemporânea, num território que queremos de cultura têxtil” – explicava a entidade organizadora.

59 obras de 52 artistas, provenientes de 26 países estarão expostos em vários equipamentos e espaços públicos da cidade. Alguns destes artistas estarão em residência em Guimarães. As obras estarão em exposição em locais como o CC Vila Flor, a Sociedade Martins Sarmento, o CAAA, o Convento de Santo António dos Capuchos, entre outros locais.