Viva o S. João – a comida e a bebida da festa

S. João sem boa comida e bebida não é festa que se preze. As escolhas não são muitas, mas são típicas da noite de S. João.

É tradição comer sardinhas nesta noite. Só tem de abrir os cordões à bolsa ou fechar os olhos (uma noite não são noites) e jantar bem, de preferência ao ar livre. Nesta noite, até os restaurantes “finos” instalam à porta um braseiro para servir o peixe azul, acompanhado de pimentos. A maior parte das pessoas não teme a confusão e escolhe as Fontaínhas, a Ribeira ou o Cais de Gaia, mas outras opções não faltam…!

Para quem não gosta de sardinhas, a alternativa continua a precisar do braseiro: fevras, entrecosto e frango de churrasco….

Sem braseiro, mas igualmente deliciosas são as bifanas no pão. Há, ainda, quem, mandando a tradição às malvas, não prescinda de uma boa e saborosa francesinha, pois claro! E ninguém leva isso a mal, obviamente! Também há quem lhe baste um pão com chouriço que pode comer durante a noite (que bem precisará, se a rusga for longa). Depois do jantar e antes da sobremesa (ou noutra ocasião qualquer), não pode falar o caldo verde.

Depois de jantar, antes ou depois do fogo-de-artifício, para adoçar a boca, nada melhor do que as farturas, compradas numa das muitas roulottes, estacionadas ao longo das ruas.

No que diz respeito a bebidas, as sardinhas querem ser bem regadas com vinho, branco ou tinto, verde ou maduro, à vontade do freguês. Ou cerveja, pois claro. Há quem não dispense um bom Vinho do Porto, na sobremesa ou para acompanhar as farturas.

Claro que pode encontrar outro tipo de comida: comida gourmet, comida vegetariana, pizzas, comida tipicamente portuguesa. O mais importante é que antes de se atirar às rusgas, a saltar fogueiras, de se atirar ao bailarico ou aos concertos coma e beba o que lhe apetecer.

Se comer e beber os petiscos tradicionais do S. João tanto melhor!

Já nem tu mesmo adivinhas,

Ó meu rico S. João,

Quanto custam três sardinhas,

Um copo, um naco de pão…

 

(Velho Saudoso (2003))