Coreógrafo e bailarino escocês Michael Clark encerra GUIdance

Há muito que o GUIdance ultrapassa os limites da dança e a edição de 2019 não é exceção. Em palco de 7 a 17 de Fevereiro de 2019, o encerramento será protagonizado pelo icónico coreógrafo e bailarino escocês Michael Clark que regressa a Portugal, depois da passagem de há dois anos por Serralves, com a peça to a simple, rock n’roll… song. Será, de resto, esta viagem em três atos pela música de Erik Satie, Patti Smith e David Bowie, que encerrará a nona edição do festival internacional de dança de Guimarães.

No dia de encerramento do GUIdance 2019, o festival volta a fazer uma dança a três passos, percorrendo três dos palcos pisados nesta edição. Às 11h00 e às 15h00, é tempo de navegar pelo “Oceano” criado por Ainhoa Vidal no Pequeno Auditório do CCVF. A poesia que se pode imaginar a partir dos animais e plantas que se encontram fundo do mar é a matéria a partir do qual se constrói “Oceano”, espetáculo para fazer sonhar crianças dos 6 meses aos 2 anos. Ao final da tarde, pelas 18h30, a peça “Dos Suicidados – O Vício de Humilhar a Imortalidade” de Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristovão estreia-se na Black Box do CIAJG. O trabalho desta dupla é singular pela metodologia de trabalho assente num diálogo entre a experimentação, o pensamento e o discurso crítico. Depois de José Régio e Almada Negreiros, prosseguem a sua investigação sobre escritores portugueses, partindo agora da obra de Raul Leal.

O festival fecha o programa de espetáculos em grande forma com a Michael Clark Company a apresentar “to a simple, rock ‘n’ roll… song.” pela primeira vez em Portugal. O grande iconoclasta da dança britânica, Michael Clark, estreia-se desta forma em solo nacional com uma peça em três atos que presta homenagem a três das suas fontes de inspiração musical (Erik Satie, Patti Smith e David Bowie), explorando as principais marcas da linguagem artística deste criador: o esbatimento das fronteiras entre o bailado clássico e a dança contemporânea, a moda, a música e as artes visuais. Um momento singular para testemunhar a partir das 21h30 no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor.