Cosméticos do futuro, minimalistas e mais amigos da pele!

Os cientistas estão empenhados em descobrir os componentes dos cosméticos que ajudam a pele a se proteger sozinha das agressões externas.

Os “ecocremes” podem até ser do futuro, mas cumprem já requisitos bem do presente: são cosméticos ecológicos e tecnológicos e mais ainda, ajudarão a pele a se adaptar ao meio ambiente. A água micelar é o exemplo mais popular dessa nova maneira de pensar os cosméticos, pois é formada por micelas (microgotículas compostas de gordura e água) e tem a capacidade de remover impurezas da pele sem agredi-la como os desmaquilhantes ou sabonetes comuns. Em causa está o prolongamento da juventude e a incessante busca pela beleza de uma pele saudável, luminosa e jovem. Quem não sonha com isto, especialmente as mulheres, verdade? E quem não passa a vida à procura dos melhores cosméticos?

Produtos criados a partir da ecobiologia serão, na sua essência, minimalistas. Isso significa que reunirão ativos que ajudam as células da pele a trabalhar por si só e em alta concentração. A origem desses ativos pode ser vegetal, química ou biotecnológica. O que se espera é que o futuro dos dermocosméticos seja mais gentil com a pele e com as mulheres.

Creta, na Grécia; Sicília, em Itália; e Okinawa, no Japão – o que têm em comum? Além de praias paradisíacas, partilham um curioso fenómeno: são os lugares onde se vive melhor e por mais tempo. E ao que parece, quem aqui habita, demora a envelhecer e chega ao fim da vida com muito mais saúde do que em qualquer outra comunidade do planeta.

Razões suficientes para deixar os cientistas intrigados com essas populações. E por esse motivo, os investigadores debruçaram-se agora sobre a rotina, os hábitos alimentares e o DNA dessas comunidades em busca do segredo do prolongamento da juventude. “A explicação para esses fenómenos é a seleção natural. Os habitantes dessas ilhas ficaram muitos anos isolados, sem contacto com outros povos, evoluindo. Venceram os melhores genes ao longo das gerações”, avança o médico e pesquisador Miroslav Radman, fundador do Instituto Mediterrâneo para Vida e Ciência, em Split, na Croácia, uma entidade sem fins lucrativos que se dedica a pesquisas sobre longevidade. “Se aplicássemos a dieta rica em vegetais dos povos de Okinawa ou do Mediterrâneo nos esquimós, que precisam de gordura para sobreviver, por exemplo, eles morreriam. O segredo está em como o DNA se adequa ao ambiente”, acrescenta.

Partindo desta premissa, Miroslav, em parceria com o grupo de cosméticos francês NAOS (presente no Brasil com os produtos Bioderma), dedica-se a estudar a relação entre o ambiente e o DNA nas células da pele. A essa linha de pesquisa dão o nome de ecobiologia. Mais importante que tratar sintomas como rugas e manchas, importa estudar as causas que levam ao desgaste da própria pele. “ Com a ecobiologia, pretendemos criar um ambiente que estimule a regeneração e reforce a proteção celular de dentro para fora”, afirma Aurelie Guyoux, diretora científica da NAOS, durante o primeiro Fórum de Ecobiologia, que aconteceu em abril, na Croácia.