Dance! O seu cérebro agradece!

Segundo o sítio Rincon Psicologia, dançar não é apenas um excelente exercício físico, mas é também benéfico para o equilíbrio psicológico, porque estimula a produção de serotonina, que ajuda a reduzir o stress e causa uma sensação de bem-estar e relaxamento.

Mas isso já era sabido. O que ainda não se sabia era que a dança funciona como uma rede de proteção para o nosso cérebro, ajudando-nos a preservar as funções cognitivas.

Um estudo realizado na Faculdade de Medicina Albert Einstein demonstrou, pela primeira vez, o enorme impacto da dança sobre a saúde do cérebro. Os investigadores analisaram 469 idosos ao longo de 5 anos para avaliar como as suas atividades físicas influenciavam a sua acuidade mental. Foram analisadas atividades cognitivas, como ler livros, escrever por prazer, fazer palavras cruzadas, jogar cartas e tocar instrumentos musicais. Também foi avaliado o impacto das atividades físicas, como jogar tênis ou golfe, nadar, andar de bicicleta, dançar, caminhar e cuidar das tarefas domésticas.

A análise mostrou que algumas atividades não faziam qualquer diferença, mas outras pareciam proteger do declínio cognitivo. A leitura diminuiu o risco de sofrer demência em 35% e fazer palavras cruzadas pelo menos 4 dias por semana reduziu esse risco em 47%.

Entretanto, as atividades físicas não forneceram nenhuma proteção especial, exceto a dança. Verificou-se que idosos que dançavam frequentemente tinham 76% menos probabilidade de sofrer de demência e preservavam melhor suas funções cognitivas.

Um outro estudo mais recente, realizado na Universidade de Magdeburgo, investigou os efeitos da dança a nível cerebral. Neste, os neurocientistas dividiram 52 idosos em dois grupos: um para dançar e outro para  fazer exercícios físicos.

Após 1 ano e meio, nas pessoas que dançavam, houve um maior aumento no volume do hipocampo, a região do cérebro relacionada à aprendizagem e à memória. O mais surpreendente, porém, foi verificar que também houve mudanças importantes no subículo, uma melhoria que não foi notada naqueles que se limitavam a fazer exercícios físicos. O subículo é uma área do hipocampo relacionada à memória operativa, que é uma das primeiras danificadas em caso de demência e de onde as projeções partem em direção ao córtex pré-frontal e à amígdala, sendo, portanto, uma área vital para controlar nossas emoções e tomar decisões racionais.

Dançar é benéfico para o cérebro, porque, não podendo parar o processo de morte neuronal, podem criar-se processos paralelos para contornar o envelhecimento cerebral, cultivando desde cedo uma complexidade sináptica que fornece a base para o nosso cérebro possa se reestruturar constantemente. Dito de outro modo: quanto mais pontes forem construídas na juventude para atravessar o rio, mais fácil será atravessá-lo quando se atingir a idade avançada, porque o cérebro estará acostumado a reestruturar-se e a procurar novas vias neuronais.

Ora, a dança parece ser decisiva neste processo, na medida em que contribui para a plasticidade cerebral, pois integra diferentes funções cerebrais em simultâneo, melhorando a conectividade neuronal. Dançar também estimula o fator neurotrófico derivado do cérebro, uma proteína que intervém no nascimento de novas células nervosas, potenciando não apenas o crescimento de novos neurônios, mas também ajudando a consolidar novas vias neuronais que alimentarão as reservas cognitivas.

Por estas e tantas outras razões, dance!