De 10 a 13 de abril, Guimarães é cidade da música

Westway LAB, primeiro showcase festival e Conferência PRO de Portugal, cumpre a 6ª edição e transforma a Cidade Berço na Cidade da Música.

Durante três dias, de 10 a 13 de abril, Guimarães converte-se em cidade da música. O Westway LAB, primeiro showcase festival e Conferência PRO de Portugal, fundado em 2014 em Guimarães, tem vindo a reforçar com sucesso a sua missão: operar uma transformação cultural, social e económica por via da música, possibilitando a construção de caminhos sustentáveis para a internacionalização de artistas e profissionais nacionais da área em questão. Pelo sexto ano consecutivo, de 10 a 13 de abril, Guimarães converte-se em cidade da música, ao conjugar de forma inovadora a realização de um evento assente em 3 dimensões: Processo (residências artísticas), Pensamento (Conferências PRO) e Produto (concertos).

Discutem-se, pois, os desafios colocados pela aceleração do mundo de forma interessada e atenta, por uma comitiva nacional e internacional, constituída por mais de 2 centenas de profissionais ao mesmo tempo que artistas provenientes de geografias diversas se encontram para criar e mostrar o seu talento através das residências artísticas ou showcases.

O sentido de expansão do Westway LAB – característica formativa do festival desde o primeiro momento – atinge este ano expressão planetária ao apresentar o Canadá como país em destaque para esta edição. Um grande foco de descoberta que se acende sobre um dos mais excitantes países no que à exportação da música diz respeito. A 12 de abril, a representação canadiana no Westway LAB 2019 será alimentada pelas vozes femininas das cantautoras Sarah MacDougall e Megan Nash, pelosThe East Pointers, os Tribe Royal e, ainda, a dupla Les Deuxluxes.

Na mesma noite, e à semelhança do ano passado, o Westway LAB volta a receber um dos eventos de divulgação da novíssima música nacional promovida pelo gabinete de internacionalização da música portuguesa, Why Portugal. Da chamada feita este ano resultaram três escolhas que mostram bem a diversidade da criação portuguesa, desde a pop construída entre guitarras e sintetizadores de Neev, ao Fado saído da guitarra de Marta Pereira da Costa, passando pelo indie delicodoce dos Vaarwell.

De igual modo, também as redes europeias (ETEP e INES) nas quais o festival se integra, contribuem decisivamente para a importante arquitetura de relações que se propagam, ao aportar valor cultural e económico a este particular ecossistema. É o caso do músico holandês Jacco Gardner que traz ao Westway LAB o seu mais recente disco, “Somnium”, naquele que será o concerto de abertura do festival (10 de abril), assim como a cantautora italiana Violetta Zironi, que promete uma atuação onde a guitarra precisará de pouca mais companhia do que a sua voz poderosa (11 de abril).

Tendo o Centro Cultural Vila Flor como base de operações, a 6ª edição do evento irá novamente alastrar-se para diversos locais da cidade, através dos city showcases que irão converter Guimarães num grande palco, tomado por artistas e público, que se interligam pela magia da música. Durante a tarde de sábado, 13 de abril, vai ser possível ouvir o indie-pop do duo austríaco Mickey, o pop de influências norte-americanas da sueca Elin Namnieks ou o indie-rock de Izzy and the Black Trees, da Polónia, três projetos que fazem parte da seleção da rede INES para 2019. Da Grécia chega-nos o multinstrumentista e compositor Theodore. A representação nacional está bem entregue aos Holy Nothing, uma das mais promissoras bandas nacionais, que cria na fronteira entre a eletrónica e o pós-rock, bem como ao guitarrista Francisco Sales, à cantora Beatriz Nunes e ao quarteto de rock-sujoSmartini.

Na última noite do festival, a música alastra-se pelo CCVF numa grande celebração. Através de um passe geral, pelo valor de 20 euros, vai ser possível assistir aos concertos dos The Black Mamba, Tashi Wada Group feat. Julia Holter, Batida presents The Almost Perfect DJ, Captain Boy, Mister Roland, Paraguaii e Whales. Os primeiros 150 passes dão, ainda, acesso exclusivo ao concerto de abertura com Jacco Gardner.

Segundo Rui Torrinha, diretor artístico do festival, “continuar a pensar o cosmos a partir deste lugar tão singular tem feito do Westway LAB um poderoso mundo de possibilidades à escala humana, no qual o tempo e o espaço gerados têm permitido recuperar o significado original da palavra… qualidade. Nem tudo por aqui pode ser dito, por isso, descubram e deixem-se descobrir mas não fiquem de fora, porque o espírito é de inclusão”.