Disco de homenagem a Carlos Paião

O que começou como uma homenagem, pensada para o Festival da Canção deste ano, transformou-se num álbum, a ser editado na sexta-feira, e que espelha a diversidade da obra de um “autor-compositor incrível”: Carlos Paião.

O projeto Paião, de homenagem ao músico e compositor que morreu em 1988, aos 30 anos, surgiu “no âmbito do festival da Canção, a convite da RTP e do Nuno Galopim”, recordou o músico João Pedro Coimbra, um dos responsáveis pelo projeto.

Foi nessa altura que começaram a pensar “fazer um disco à volta dessas canções, porque são tão ricas”. Depois, “foi trabalhar durante um ano até encontrar a forma certa para fazer as canções surgirem como novos ambientes e novas roupagens”.

O resultado é “Paião”, um disco composto por dez temas, onde se tenta “mostrar um bocadinho a diversidade da obra do Carlos Paião”.

“Toda a gente conhece o ‘Play-back’ [tema que representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção em 1981], o ‘Pó de Arroz’, o ‘Vinho do Porto’, mas se calhar nem toda a gente conhece o ‘Zero a Zero’ ou o ‘Não há duas sem três’. E, de certa forma, foi também tentar mostrar esse lado menos conhecido do Carlos”, referiu João Pedro Coimbra.

Em “Paião”, as canções são interpretadas por dois cantores e uma cantora: Jorge Benvinda (Virgem Suta), Marlon (Os Azeitonas) e VIA.

O álbum “Paião” será apresentado ao vivo em Lisboa e no Porto, em fevereiro, em datas e locais a anunciar.

Carlos Paião venceu o Festival da Canção do Illiabum Clube, em 1978, ano em que já tinha escrito mais de duzentas canções. Em 1983, licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa, mas decidiu-se pela carreira musical. No ano anterior, tinha editado o seu primeiro álbum, “Algarismos”.

Ao longo da carreira, colaborou com o humorista Herman José e escreveu para músicos como Amália Rodrigues, Lenita Gentil, Mísia, José Alberto Reis, Alexandra e Vasco Rafael, entre outros.