É possível saber que vai cair, ainda antes da queda!

As quedas são um dos problemas de saúde mais comuns nos adultos mais velhos, representam mais de 50% das hospitalizações por lesões neste grupo etário, e são consideradas uma das principais causas de perda de independência e de institucionalização.

Investigadores estudam sistema inovador de avaliação do risco e prevenção de quedas. O projeto FallSensing permite a avaliação do risco de queda, a implementação de planos de exercícios para prevenção de quedas e a utilização de biofeedback durante a realização de exercícios de prevenção de quedas.

Desenvolvido no Departamento de Fisioterapia da Escola Superior de Tecnologias da Saúde, em parceria com a Sensing Future Tecnhologies e a Fraunhofer Portugal, o FallSensing constitui um inovador sistema de avaliação do risco de queda capaz de implementar planos de exercícios personalizados para prevenção de quedas dando biofeedback durante a realização de exercícios, o que permite uma aprendizagem mais rápida por parte do participante, assim como um melhor treino por parte do fisioterapeuta.

Com uma tecnologia simples, adaptada a diferentes casos, o sistema baseia-se na recolha e análise de dados durante a avaliação do risco de queda ou exercícios de prevenção de quedas, os quais são guardados numa plataforma de registo clínico e com acesso através de um portal onde os profissionais de saúde e cuidadores poderão consultar a evolução dos utentes e criar planos de intervenção personalizados. O projeto inclui também um sistema de recomendação automática de planos personalizados de exercícios para prevenção de quedas com vista a potenciar uma contínua adaptação dos programas à evolução de cada pessoa.

“As quedas são um dos problemas de saúde mais comuns nos adultos mais velhos, representam mais de 50% das hospitalizações por lesões neste grupo etário, e são consideradas uma das principais causas de perda de independência e institucionalização. As quedas têm uma origem multifatorial, no entanto, a maioria dos fatores de risco de queda é modificável”, esclarece Anabela Correia Martins, uma das responsáveis pelo projeto.

IPC2SOCIETY dá a conhecer os mais inovadores projetos de investigação

Com o apoio do INOV C 2020 a primeira edição do IPC2SOCIETY realiza-se no próximo dia 11 de abril, nas instalações do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC), esta é uma iniciativa que dará a conhecer 50 dos mais inovadores projetos desenvolvidos no Instituto de Investigação Aplicada (i2a) do IPC.

Dirigida a todos os sectores da economia, o IPC2SOCIETY reúne projetos desenvolvidos nas mais variadas áreas do conhecimento que vão desde as Ciências Agrárias, o Ambiente, as Ciências da Educação, Artes e Design, a Informática, Tecnologias e Engenharias e a Saúde, entre outras. O IPC2SOCIETY ocorre no âmbito de dois projetos em curso no IPC: o Lab2Factory e o INOV C 2020, ambos financiados pelo FEDER, através do Programa Operacional CENTRO 2020.

«O IPC2SOCIETY foi criado com o objetivo de contribuir para uma maior visibilidade dos projetos dos nossos investigadores, e fomentar a criação de parcerias sólidas com os diferentes agentes regionais, nomeadamente PME, tendo em vista a obtenção de soluções inovadoras e o desenvolvimento sustentável. Com uma clara aposta na prestação de serviços à comunidade e no desenvolvimento de projetos em copromoção empresarial, o IPC, através do i2a, dos diversos laboratórios associados e do Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS), tem procurado promover, estimular e apoiar os vários projetos de investigação, ao mesmo tempo que incentiva a transferência de conhecimento e tecnologia para o tecido empresarial  e comunidade», esclarece Carlos Dias Pereira, Diretor do i2a.

Como explica Cândida Malça, Vice-presidente do IPC, «sendo uma estrutura transversal a todo o IPC, o i2a assegura o enquadramento institucional às atividades de IDT&I de cerca de 620 investigadores, 250 dos quais doutorados, que desenvolvem trabalho nas mais variadas áreas do saber técnico-científico nas diferentes unidades orgânicas de ensino que integram o IPC».