Educação e Biofísica no PubhD UMinho

O Barhaus, em Braga, recebe no dia 24 de outubro, pelas 21h15, mais uma sessão do PubhD UMinho.

Desta vez os convidados do PubhD UMinho chegam do mundo da Biofísica e da Educação. Sérgio Veloso apresentará a sua pesquisa sobre magnetogéis de efeito terapêutico e Marisa Batista abordará a inclusão e a multiculturalidade no contexto escolar.

Marisa Batista (Educação) – “Quando o mundo entra na escola” Refazer a vida e sonhar com um futuro melhor num país estranho pode ser um desafio com muitas dificuldades. Parte dos obstáculos emergem na escola, onde ao constrangimento da adaptação acresce a exclusão. A falta de sensibilização para o multiculturalismo e a hibridez, características do mundo em que hoje vivemos, são, segundo acredita a investigadora Marisa Batista, fruto da incapacidade formativa da comunidade escolar onde funcionários e professores “não estão capacitados e muito menos corroboram para o grau de complexidade desta inclusão”. No seu projeto de doutoramento, Marisa explora fórmulas que possam combater a exclusão social no contexto escolar, enfrentar a homogeneização e a normalização burocrática que identifica como principais inadequações do ambiente escolar e das relações sociais que nele decorrem. “O cidadão do mundo e a organização ética da escola”, tema da sua tese em curso na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, resume o objetivo central do projeto e que passa por sensibilizar os agentes educativos para a convivência com a diferença.

Sérgio Veloso (Biofísica) – “Atraídos pelo hidrogel” Licenciado em Bioquímica, Sérgio Veloso ensaia no seu projeto de mestrado em Biofísica e Bionanossistemas o efeito terapêutico dos magnetogéis. Dito assim, o assunto parece indecifrável, mas o propósito é bem compreensível: com os seus estudos o investigador pretende desenvolver um dispositivo médico para a terapia combinada. Na prática, isto significa que a utilização de hidrogelantes sintetizados em laboratório (moléculas muito pequenas que se organizam em redes quando inseridas em água) pode facilitar a aplicação de medicamentos, por via de doseamento que evite deslocações frequentes ao médico apenas por motivos de regularização da medicação. “O objetivo é desenvolver um dispositivo médico para a terapia combinada”, afirma o investigador do Centro de Física da Universidade do Minho.