Enquanto dormimos…o que acontece?

"Dormir é o melhor remédio com a vantagem de não ter quaisquer efeitos adversos", afirma Verena Senn, neurocientista Verena Senn que revela quais os processos biológicos que levam ao sono e o que acontece ao nosso corpo enquanto dormimos.

Não há nada melhor que uma boa noite de sono, e o primeiro passo para um descanso de qualidade é um bom colchão com a melhor ergonomia possível. Mas dormir bem pode ser mais complexo que isso. Quem o diz é Verena Senn, Neurocientista e especialista do setor do descanso, que faz parte da equipa de especialistas da marca Emma, a marca de colchões mais valorizada pelo consumidor na Europa, onde trabalha diariamente para melhorar o descanso das pessoas.

Grande parte das pessoas não tem noção do impacto que o sono pode ter e, por isso, não dá a devida atenção a este tema e à sua importância para a vida. A própria ciência não tem uma conclusão exata que explique porque precisamos tanto de dormir, mas a verdade é que dormimos cerca de um terço das nossas vidas, e não somos os únicos.

“Todos os animais dormem, desde os mamíferos como o cão ou o gato, passando pelos peixes e pássaros, até aos répteis. Mas o tempo de sono é diferente de espécie para espécie. Enquanto que, por exemplo, a girafa precisa de dormir apenas duas horas por dia, os ratos dormem mais de 20 horas. Por outro lado, o tempo ideal de sono para um humano ronda as oito horas por noite”, explica a Neurocientista. “Nós dormimos porque ocorrem dois processos no nosso corpo que são responsáveis por regularizar a hora de dormir. Um deles é o nosso relógio circadiano interno, também chamado de ritmo circadiano que, alinhado com a luz do dia e o escuro da noite, nos diz quando devemos descansar. O segundo processo está relacionado com a adenosina, uma substância que acumulamos no cérebro ao longo do dia, aumentando a nossa necessidade de dormir. Quando a sua concentração é alta, depois de um dia inteiro acordado, bloqueia a secreção das moléculas, induzindo assim o sono”, acrescenta.

Estes dois processos, em conjunto, são os principais motivos de termos sono. Mas afinal porque precisamos de dormir?

Durante a noite, o nosso cérebro processa o que aprendemos e as experiências que passamos durante o dia. Vários estudos demonstram, inclusive, que o sono aumenta o conhecimento ou as habilidades que adquirimos. O corpo utiliza o sono para arrumar as memórias e destacar aquelas que são mais importantes para uma parte do cérebro destinado ao armazenamento de memória a longo prazo. Assim, quanto mais tempo estivermos acordados, menos eficaz será o armazenamento de novos conhecimentos.

O sono também tem um grande impacto no nosso sistema imunológico. Dormir ajuda a recuperar de uma constipação mais rapidamente ou mesmo a evitar que se fique doente. “Dormir é o melhor remédio com a vantagem de não ter quaisquer efeitos adversos”, afirma Verena Senn.

Se dormir é assim tão importante, do que precisamos para um bom descanso? A Neurocientista que faz parte da equipa de especialistas da Emma defende que a base para dormir bem é um bom colchão que permita uma postura confortável e ergonómica. Para além disso, é importante que o colchão seja respirável, permitindo a diminuição da temperatura do corpo, necessária para se conseguir entrar num sono profundo.