Estradas vão carregar carros elétricos

Os carros elétricos estão na moda, mas subsistem ainda alguns problemas relacionados com a autonomia e o processo de carregamento das baterias. Por pouco tempo…

A empresa australiana Talga tem investido muito nos últimos anos a desenvolver compostos que possam ser usados como condutores de eletricidade, apesar de só recentemente ter direcionado a sua pesquisa para os automóveis.

O laboratório britânico desta empresa criou um aditivo de grafeno, grafite e sílica que transforma o betão num material altamente condutivo. Originalmente concebido como um anticongelante para o gelo na estrada, revelou-se como um material capaz de produzir o carregamento do automóvel por indução.

Em termos práticos e a concretizar-se esta solução, tal significa que as baterias dos carros elétricos seriam carregadas em andamento, sem haver necessidade de parar e de ligar o carro à ficha. A questão está em encontrar um material indutivo que seja suficientemente barato e eficiente para ser usado em larga escala.

A Talga diz que a solução passa pela introdução de grafeno na mistura do betão, porque este conduz calor facilmente, não precisa de muito grafeno misturado, o e, por isso, baixa os custos de produção.

Na eventualidade desta ideia se concretizar, vai ser preciso instalar um transmissor visível no asfalto usado para cobrir o betão, como camada de base, admitindo-se que seja necessário modificar substancialmente as estruturas viárias públicas já existentes.

Mas não deixa de ser uma boa ideia, pois não?