Estreias Cinematográficas Da Semana

Pois é! Hoje é dia de estreias de cinema. Como habitualmente, selecionámos as mais significativas (e não americanas) para que possam desfrutar da 7.ª arte.

As Acácias (Las Acacias)

Esta primeira longa-metragem de Pablo Giorgelli é uma história dramática em estilo “road movie”, com actuações de Germán de Silva, Hebe Duarte e Nayra Calle Mamani, a bebé.

Rubén viaja no seu camião carregado de madeira pela auto-estrada que liga Assunção (Paraguai) a Buenos Aires (Argentina). Habituado a esta viagem, gosta da solidão e da calma que a paisagem lhe incute. Mas, certo dia, dá boleia a Jacinta, uma desconhecida que vai procurar trabalho em Buenos Aires, mas que não está sozinha: traz Anahí, uma bebé de oito meses. Se, a princípio, Rubén se sente desconfortável com a presença das duas, depressa se apercebe o quão agradável pode ser conhecê-las…

Happy Hour: Hora Feliz

Um filme dramático sobre as dificuldades dos relacionamentos, com assinatura do japonês Ryûsuke Hamaguchi (“Storytellers”) conta como entre Akari, Sakurako, Fumi e Jun, quatro amigas de longa data, não existem segredos… até ao dia em que uma delas se divorcia e desaparece sem justificação. As outras três, que até aí se julgavam felizes nos seus casamentos, começam a pôr em causa as suas próprias vidas…

Seleccionado para o Festival de Locarno (Suíça), venceu o Prémio para Melhor Actriz (“ex aequo” para Sachie Tanaka, Hazuki Kikuchi, Maiko Mihara e Rira Kawamura, as actrizes que dão vida às quatro personagens principais) e teve direito a uma Menção Especial pelo Argumento.

No Festival Internacional de Cinema de Singapura, recebeu o Prémio de Melhor Realização; e no Asia Pacific Screen Awards (Austrália) arrecadou o de Melhor Argumento.

Devido aos seus 317 minutos de duração, este filme é estreado em três partes durante duas semanas consecutivas.

McQueen

Com realização de Ian Bonhôte e Peter Ettedgui (ambos estreantes em cinema), este documentário inglês faz, através de entrevistas e imagens de arquivo, um retrato das várias facetas de McQueen.

Nascido em Londres, em 1969, Lee Alexander McQueen começou a trabalhar no mundo da moda ainda adolescente, dando os primeiros passos nos ateliês de Savile Row, um dos mais conceituados centros da alfaiataria britânica. Com 20 anos, integrou a equipa do criador de moda Koji Tatsuno e um ano depois estava em Milão para ser assistente de Romeo Gigli. Depois de regressar a Londres completou, em 1994, o curso de “design” de moda na Central Saint Martins College, uma das mais famosas escolas de formação da área. A coleção que criou como trabalho final de curso seria o mote para desenvolver uma amizade com com Isabella Blow, uma das figuras mais importantes do mundo da moda que, fascinada, comprou toda a colecção de McQueen. Em 1996, foi convidado para a direção artística da Givenchy, de onde partiu para dirigir, em 2001, a Gucci. Depois disso, criou a sua própria marca no seio de um dos maiores grupos da indústria do luxo, o francês PPR (Pinault-Printemps-Redoute, hoje Kering). Durante a década seguinte, McQuenn tornou-se um dos criadores mais respeitados do mundo, tendo sido distinguido por quatro vezes com o prémio de “designer” de moda britânico do ano, bem como “designer” de moda internacional do ano pelo Conselho de Designers de Moda – a mais prestigiada distinção da indústria.

Thelma + A Estranha Casa na Bruma

Com estreia internacional no Festival de Cinema de Toronto (Canadá), este “thriller” sobrenatural realizado por Joachim Trier, que escreve o argumento em parceria com Eskil Vogt) (tal como acontecera nos seus filmes anteriores: “Reprise” (2006), “Oslo, 31 de Agosto” (2011) e “Ensurdecedor” (2015) e interpretações de Eili Harboe, Kaya Wilkins e Ellen Dorrit Petersen é uma co-produção dinamarquesa, francesa, norueguesa e sueca.

Thelma (Eili Harboe) é uma jovem tímida que sempre viveu numa pequena localidade rural da Noruega. Quando ingressa no curso de Biologia na Universidade de Oslo, vê-se sozinha pela primeira vez. Um pouco assustada com a sua nova vida, descobre em Anja (Kaya Wilkins) o apoio de que necessita. Mas, à medida que se desenvolve uma relação amorosa entre as duas raparigas, Thelma descobre em si inesperados poderes paranormais que afectam não só a própria saúde, mas tudo em seu redor.

Note-se que antes do filme, verá a curta-metragem “A Estranha Casa na Bruma”, escrita, realizada e produzida por Guilherme Daniel.

Praça Paris

Um “thriller” luso-brasileiro e argentino sobre violência, medo e desigualdades sociais, realizado pela brasileira Lúcia Murat (que anteriormente assinou “A Memória Que me Contam” (2012) e “Maré, Nossa História de Amor” (2007), com interpretações de Grace Passô, Alex Brasil, Marco Antonio Caponi, Digão Ribeiro, Babu Santana, Ângelo Flavio e também a portuguesa Joana de Verona.

Camila é uma psicóloga portuguesa que chegou ao centro de terapia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, com o objectivo de estudar casos de violência. Glória trabalha como ascensorista na mesma universidade. A primeira é uma mulher privilegiada, proveniente de boas famílias; a segunda, pelo contrário, tem uma história de vida difícil: foi abusada sexualmente pelo pai desde pequena e apenas o irmão Jonas, um criminoso cadastrado, lhe serve como ponto de apoio. Camila tenta ajudar Glória com os seus problemas em sessões de terapia.  À medida que o tempo avança e a terapeuta começa a notar o ambiente que rodeia Glória, vê-se dominada pelo medo. Por seu lado, Glória parece cada vez mais dependente das sessões…