Estreias no cinema: 7 a 14 de junho

Para a semana de 7 a 14 deste mês, estão previstas oito estreias de filmes nas salas de cinema portuguesas. Curiosamente, três não são norte-americanas ou anglo-saxónicas, o que, por si, é um facto assinalável e digno de registo.

A LUA DE JÚPITER (Jupiter Holdja)

Este filme dramático, realizado pelo húngaro Kornél Mundruczó (realizador de “Tender Son: The Frankenstein Project”, “Johanna”, “Deus Branco”), esteve em competição pela Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes, conta com as interpretações de Merab Ninidze, Zsombor Jéger, György Cserhalmi, é uma produição húngaro-fermanica-francesa, de 2017.

A história situa-se entre o drama (humano) dos refugiados e a sedenta curiosidade de um cientista: Aryan Dashni (Zsombor Jéger) é um jovem sírio que, para escapar às atrocidades da guerra no seu país, tenta passar a fronteira húngara. Ao ser descoberto por um guarda é baleado diversas vezes. Surpreendido, Aryan descobre que não morreu dos ferimentos e que adquiriu o poder de levitação. Colocado num campo de refugiados, o rapaz acaba por despertar o interesse do Dr. Gábor Stern (Merab Ninidze), que pretende descobrir o segredo que lhe permite levitar. Fascinado com tudo aquilo e decidido a aproveitar-se do extraordinário dom de Aryan, o médico leva o jovem imigrante para Budapeste…

AS GUARDIÃS (Les Gardiennes)

Baseado no romance homónimo de Ernest Pérochon, publicado em 1924, este filme suíço-francês, de 2017, tem a assinatura do ator, realizador e argumentista Xavier Beauvois (que assinou anteriormente “Dos Homens e dos Deuses”, “O Preço da Fama”) e estreou no Festival de Cinema de Toronto.

O cenário deste drama é a Primeira Grande Guerra, mas não o campo de batalha. Antes as terras, as casas e as famílias/pessoas dos homens que parte para o campo de batalha. Enquanto isso, mulheres, idosos e crianças lutam para manter as suas terras e servirem, com esforço e trabalho árduo, o seu país. Entre elas está Hortense, uma mulher de meia-idade que vê partir os seus três filhos e genro. Para ajudá-la a cuidar da quinta, decide contratar Francine, uma jovem órfã, que rapidamente se torna indispensável. Determinada a manter a união familiar até ao regresso dos homens, a protetora e autoritária Hortense vai impondo a sua vontade, desconsiderando muitas vezes as consequências das suas ações na felicidade dos que a rodeiam…

UMA MULHER DOCE (Krotkaya)

Vagamente inspirado num conto de Dostoyevsky, este drama realizado pelo ucraniano Sergei Loznitsa (realizador de “A Minha Alegria”, “No Nevoeiro”), uma co-produção entre a França, Alemanha, Lituânia e Holanda que esteve em competição pela Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes, conta com a interpretação de Sergey Loznitsa, com Vasilina Makovtseva, Liya Akhedzhakova, Valeriu Andriutã.

Uma mulher, ao receber uma encomenda que tinha enviado ao marido, a cumprir pena numa prisão siberiana, fica perturbada com a devolução e decide ir até ao local onde ele se encontra para tentar perceber o que se terá passado. Enfrentando a violência e a humilhação que caracterizam as instituições de justiça do seu país, dá início a uma estoica luta contra a injustiça…