Estrias e celulite estão na moda

As mulheres questionam cada vez mais os estereótipos e expectativas que recaem sobre os seus corpos há décadas, o mundo da moda parece estar a perceber que o caminho passa pela normalização da figura feminina. Sim, a mulher tem estrias e celulite.

Já não precisam de esconder a celulite e as estrias. É um progresso lento, mas aos pouquinhos lá chegaremos! A começar pelos catálogos das marcas que, progressivamente, já vão incluindo imagens de modelos com estrias, celulite, refegos e diferentes formatos.

Esta opção, que começou a ser visível em marcas com a bandeira do chamado “body positive”, como a “Swimsuits For All” da modelo ‘plus size’ Ashley Graham ou a marca de lingerie “Lonely”, estende-se hoje a marcas que apostam no que se vai chamando de “mulher real”, como a pioneira “Dove”, a “Oysho” (com modelos com estrias, manchas na pele, pequenos refegos na barriga e rabos diversos), a “H&M” (modelo com uma cicatriz de operação ao apêndice e outras com celulite nas coxas), a “ASOS” (mulheres com diferentes tamanhos e formatos de corpo), entre outras.

Às marcas juntam-se revistas como a “Vogue” (com uma modelo de hijab), a “Sports Illustrated” (com modelos que vestem acima do número 42).

Isto significa que o mundo da moda está a adaptar-se à nova postura das mulheres atuais no que se relaciona com as regras convencionadas, os estereótipos, as expectativas e demais condicionantes que têm servido de espartilho à liberdade e aceitação individual. Hoje, as mulheres sentem-se bem na sua pele, o que, naturalmente, questiona o marketing social tradicional e reclama mudanças.

A verdade é que mulher gorda ou uma rabuda, ou com estrias e celulite, ou uma pele manchada e com cicatrizes também precisa e gosta de se vestir bem e de sentir-se na moda!

Daqui a uns anos talvez se volte a dizer (quem sabe?) que gordura (também) é formusura!