Exposição solar: quando e como?

A radiação solar é imprescindível para que possa existir vida no nosso planeta! Não há dúvidas relativamente aos seus efeitos benéficos, nomeadamente na prevenção do raquitismo, decorrente da sua ação na síntese cutânea de vitamina D, e na ação antidepressiva. Mas lembre-se, é importante saber quando e como fazer essa exposição!

No entanto, é preciso não esquecer que, a exposição solar também tem efeitos nocivos sobre a pele, nomeadamente queimaduras solares, fotoenvelhecimento cutâneo e aumento do risco de cancro, que são cumulativos e irreversíveis.

Quanto menor a idade da criança tanto maior a suscetibilidade da pele aos efeitos nefastos do sol, devido à menor quantidade de melanina e menor espessura da camada córnea da epiderme.

Sabe-se que cerca de 50 a 80% dos danos induzidos pela exposição solar durante toda a vida ocorrem na infância e adolescência, sendo por isso fundamental estabelecer desde cedo hábitos adequados de prevenção e proteção solar.

As recomendações mais atuais sugerem:

  • Evitar a exposição solar direta abaixo dos 6 meses
  • Nas restantes faixas etárias evitar a exposição solar durante as horas centrais do dia (entre as 11 e as 16 horas, na nossa latitude)
  • Proteger-se também nos dias nublados e quando a pele já está bronzeada
  • A melhor forma de proteção continua a ser a sombra e a utilização de roupas e chapéu com abas
  • Os protetores solares constituem um complemento da proteção solar
    • Abaixo dos 3 anos preferir os que contêm filtros inorgânicos/minerais (oxido de zinco ou dióxido de titânio), pois causam menos irritação e sensibilização cutâneas
    • Usar os com SPF (Sun Protect Factor) superior ou igual a 30
    • Aplicar em todo o corpo da criança, sobretudo nas áreas mais expostas e antes de sair de casa
    • Renovar a aplicação a cada 2 horas e logo depois do banho ou se houver transpiração abundante

Agora é aproveitar, e não esquecer que as medidas de proteção solar mais importantes são as comportamentais!