Famalicão vai receber primeira peça artística comunitária a integrar uma exposição itinerante de Serralves

Produção de peça artística tem início a 10 de fevereiro em Famalicão e ficará concluída em abril, esperando-se a participação de mais de 200 pessoas numa intervenção artística social que, simbolicamente vai representar a 'torre de babel'. A peça vai depois integrar exposição itinerante de Serralves.

A Casa do Território, no Parque da Devesa, em Famalicão, vai receber a primeira peça de arte comunitária a integrar uma exposição itinerante da Fundação de Serralves.

A participação na produção da peça artística, que futuramente será integrada na exposição ‘A minha casa é a tua casa: imagens do doméstico e do urbano na coleção de Serralves’, será gratuita e aberta à comunidade, esperando-se a adesão de mais de 200 pessoas das mais diversas faixas etárias, num projeto a desenvolver ao longo de duas sessões de trabalho – a primeira a realizar já este domingo, da parte da tarde, e a segunda agendada para 14 de abril.

“Dentro do contexto do que é uma casa, que cumpre a função de albergar e proteger, e da ideia de ter uma comunidade a trabalhar em conjunto na construção de uma sociedade, a peça a produzir vai partir do conceito da Torre de Babel”, revela Joana Brito, diretora do Centro Artístico – A Casa Ao Lado, responsável pela orientação artística do projeto.

A mesma responsável adianta que se tratará de “uma intervenção artística social em que cada participante vai decorar um tijolo maciço com padrões de cor, de forma a que todo o conjunto de tijolos crie a forma de uma Torre de Babel em crescimento”.

Depois de produzida, esta peça artística será formalmente inaugurada a 1 de maio, no Parque da Devesa, sendo a única peça desta exposição itinerante de Serralves, que termina a 2 de junho de 2019, a permanecer no local.

À exceção da peça comunitária ‘Torre de Babel’, todas as obras expostas, num total de 12, são de autor, destacando-se os nomes de artistas consagrados como José Pedro Croft, Pedro Cabrita Reis, Gil Heitor Cortesão, Ângela Ferreira, Luís Palma, entre outros.

Os artistas e as obras da Coleção do Museu de Arte Contemporânea de Serralves presentes nesta exposição colocam o doméstico e o quotidiano no centro das suas preocupações, propondo diferentes interpretações daquilo que se entende por casa.

Recorde-se que esta exposição está patente na Casa do Território desde o dia 1 de outubro do último ano, como resultado de uma parceria estabelecida entre a Fundação de Serralves e o Município de Vila Nova de Famalicão e mediante a qual o município aderiu ao Conselho de Fundadores da Fundação, sendo que o projeto para a construção de uma instalação artística comunitária a integrar nesta exposição itinerante de Serralves surgiu no seguimento de uma parceria que a autarquia local mantém com o Centro Artístico – A Casa do Lado.