Festival Internacional de Circo do Porto

De 13 a 16 de setembro, há 13 espetáculos de 13 companhias, quase todos ao ar livre e em estreia nacional. Ao todo serão 44 apresentações ao longo dos quatro dias. A entrada é livre em todos os eventos. O Circo vai invadir a cidade.

O Circo vai sair às ruas do Porto. Vai andar pelo Coliseu Porto Ageas, mas também vai estar no Largo de Santo Ildefonso, na Praça da Batalha, na Praça dos Poveiros e no Jardim de São Lázaro.

O Porto vai ser palco de um grande festival internacional de novo circo. O Coliseu Porto Ageas, em parceria com a Porto Lazer, vai oferecer aos moradores da cidade e a todos os que a visitam mais de 40 espetáculos gratuitos, quase todos ao ar livre e em estreia nacional. Os espetáculos do I Festival Internacional de Circo do Porto, programados pelo presidente do Coliseu, Eduardo Paz Barroso, com a consultoria artística de João Paulo Santos, vão distribuir-se pelas praças e jardins do centro da cidade.

O chapitô da cidade será o Coliseu Porto Ageas, que vai receber as apresentações de maior dimensão. O primeiro espetáculo do I Festival Internacional de Circo do Porto no Coliseu será “Speakeasy”, da companhia francesa The Rat Pack, quinta-feira às 21h30.

É também no Coliseu que a companhia Lapsus vai apresentar “Six Pieds sur Terre”, sábado às 21h30 e domingo às 17h30. Em palco, o público vai ver uma (des)construção, de movimentos mas também de tijolos e até de cascas de ovo. Fazem a sua estreia nacional no FIC Porto e será deles o último espetáculo no Coliseu.

O Novo Circo é uma linguagem artística contemporânea que adotou todas as outras áreas, como o teatro, a dança, a música ou o vídeo, e todas as histórias ou conceitos são possíveis. Até as que menos se associariam às artes circenses. É essa paleta de cores infinita e sem fronteiras da criação atual de circo contemporâneo que pretendemos trazer aos diversos públicos nesta primeira edição do FIC Porto.

No Jardim de São Lázaro, por exemplo, Claire Ducreux apresenta, sexta e sábado às 17h00 e domingo às 15h00, “Le Sourire du Naufragé” (em português, O Sorriso do Náufrago), uma performance que é um poema visual. Ao longo de 30 minutos, a artista consegue combinar diferentes artes – dança, teatro, clown – e emoções – deslumbramento, comoção, humor. No Jardim de São Lázaro será possível ver também “3D”, da companhia francesa H.M.G. (sexta e sábado às 19h00, domingo às 17h00).

É na Praça dos Poveiros que se poderá assistir à apresentação mais curta do FIC Porto. A companhia Toron Blues traz ao Porto “Rouge”, um número de apenas 15 minutos, que compensa em intensidade. Para ver sexta-feira às 15h00 e às 18h00, sábado nos mesmos horários e domingo às 13h00 e 16h00. À mesma praça chega da Alemanha uma dupla recém-formada de acrobatas de circo contemporâneo. Enquanto Rosa Wilm pisava palcos como bailarina, Moritz Böhm trabalhava como químico, equilibrando os elementos da tabela periódica, mas sempre de olho nos equilíbrios das pistas de circo. Em 2013 criaram a companhia Zirkus Morsa. A estreia em Portugal far-se-á com “La Fin Demain”, que venceu, no ano passado, a secção OFF do festival francês Sorties de Bain, na Normandia. 100% circo atual, combinado com dança e movimento, para ver nos Poveiros durante 40 minutos na sexta-feira, às 12h00 e às 15h30, e no sábado, às 12h00 e 15h15. Na Praça dos Poveiros haverá ainda uma festa de anos (sexta e sábado às 10h00, domingo às 11h00). É o aniversário do Victor e o público dá-lhe um presente que poderá mudar a sua vida. “Viva Victor” é um solo de Dieter Missiaen, da companhia belga kRaK. “Chemins…”, da companhia francesa Courcirkoui (sexta e sábado, 21h30) também poderá ver-se na Praça dos Poveiros.

A companhia portuguesa Marimbondo será a única a apresentar um espetáculo em movimento. Ao longo de 30 minutos, “Banda Rumtatá” anima quem a segue e quem passa, através de uma divertida mescla de músicas de circo, dixieland, malabarismo, magia e números cómicos. A partida está marcada para a Praça dos Poveiros, sexta e sábado às 18h15, e no domingo às 13h15.

O quarto palco do Festival Internacional de Circo do Porto é a Praça da Batalha. Por lá vão passar três criações: “Mavara”, de Chiara Marchese (sexta, sábado e domingo, às 11h00), a magia e a música de “Bobby & Moi”, da Companhia Poc (sexta e sábado às 15h00, domingo às 14h00) e “Bruit de couloir”, de Clément Dazin (sexta e sábado às 19h00, domingo às 18h00).

O quinto e último palco estará localizado no Largo de Santo Ildefonso e dá-nos a oportunidade de ver pela primeira vez em Portugal “Sol Bemol”, criação da companhia belga d’irque & fien, que recebeu no ano passado o primeiro prémio em Valladolid, Espanha. Performances de rua poéticas, que chegam a fazer cócegas à criança que há em nós, é o que podemos esperar desta companhia belga no primeiro dia do festival, quinta-feira, às 22h30, sexta-feira às 22h00 e sábado às 22h00.

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Casa do Circo por tradição e excelência, o Coliseu assume para o Festival Internacional de Circo um objetivo claro: ser um evento marcante na área do novo circo em Portugal e entrar no roteiro dos maiores festivais internacionais, contribuindo para reforçar o posicionamento do Porto como centro das artes e da cultura.

Circo Social e Conferência Internacional completam a programação

Os espetáculos espalhados pela cidade serão a componente mais visível do evento. Mas há outras componentes importantes. Uma delas será a Conferência Internacional, um espaço de discussão e literacia para o novo circo e o estado da arte. O que é o circo contemporâneo? Quais as suas linguagens e abordagens artísticas? E que futuro se antevê? A conversa, intitulada “Que futuro para o Circo? Olhares sobre o Circo Contemporâneo” está marcada para sábado, às 11h00, na Sala Dois do Coliseu e os membros do painel serão revelados em breve.

Por fim, o público vai poder ver o resultado do Circo Social, um projeto de serviço educativo e residência artística que, desde abril, dá a oportunidade a um grupo de jovens da freguesia do Bonfim de conhecer e aprender as artes circenses. Estes rapazes e raparigas frequentam gratuitamente, até setembro, várias disciplinas educativas e artísticas do circo clássico e da sua vertente contemporânea, o Novo Circo.

Sob a direção artística do ator, encenador e formador Eduardo Dias, os alunos do Circo Social ajudaram a desenvolver uma performance que apresentarão em estreia absoluta no I Festival Internacional de Circo do Porto. “Calçada” mostra como umas singelas pedras nos podem inspirar e como elas carregam simbolismo. São o nosso chão. Para ver no Foyer do Coliseu Porto Ageas na quinta, sexta e sábado, às 17:30, e no domingo, às 16h30.