Festival Matosinhos em Jazz : Jonh Coltrane e Miles Davis “recriados”

Sim, as capas de discos icónicos de John Coltrane, Miles Davis, Roy Ayers e Sun Ra vão ser recriados por mãos de artistas portugueses. E tudo para uma exposição que é inaugurada a 1 de julho, no festival Matosinhos em Jazz.

Quem quiser apreciar as peças recriadas terá de se deslocar até Matosinhos e já a partir deste domingo, 1 de julho. Em concreto, junto ao coreto de Matosinhos, onde terão lugar os concertos. E assim será ao longo de todo o mês de julho, com o Matosinhos em Jazz, em que os dias 27 e 28 são para atuações na praça Guilhermina Suggia. Mas todos são de acesso livre.

A organização do evento revela pormenores: “AKACorleone reinterpretou a capa do álbum “A love supreme”, de John Coltrane, enquanto Nash Does Work revisitou “Everybody loves the sunshine”, de Roy Ayers. Oficina Arara recriou “Kind of blue”, de Miles Davis, e Francisco Queimadela e Mariana Calo fizeram uma versão personalizada de “Space in the place”, de Sun Ra”.

Sérgio Godinho com a Orquestra Jazz de Matosinhos e Pedro Abrunhosa com a Orquestra Sinfónica do Porto; Mário Laginha Trio, Cristina Branco são alguns dos artistas que compõem o cartaz deste ano, de um festival que conta já com alguns anos de vida.

Uma nota extra: John Coltrane morreu aos 40 anos com cancro no fígado e é um nome incontornável da música e uma das lendas do jazz norte-americano. O quarteto do saxofonista gravou em 1963 uma sessão de estúdio que permaneceu até aqui desconhecida. Foi convertida agora em álbum e tem lançamento marcado para 29 de Junho. No fundo, foi preciso esperar mais de meio século para nos cruzarmos agora com Both Directions at Once: The Lost Albu.

O lançamento foi noticiado e motivo de celebração em todo o mundo e o cenário já é conhecido: o músico lendário tem a seu lado McCoy Tyner (piano), Jimmy Garrison (baixo) e Elvin Jones (bateria). Era dia 6 de março de 1963 e o quarteto estava a meio de uma estadia de duas semanas no clube nova-iorquino Birdland. Ficou perdida durante anos porque, ao que parece, não havia rasto de qualquer master no arquivo do talentoso e histórico engenheiro de som que a registou, Rudy van Gelder.

Agora, é contagem decrescente até 29 de junho.