Há quatro anos a juntar cientistas e público Leigo nos bares

Quatro anos, 90 cientistas e 42 sessões depois o PubhD UMinho está em festa. A Ciência saiu do laboratório para conviver com o público e a fórmula agradou.

É a prova evidente de que os Cientistas não seres que mais parecem vindos de outro planeta, cheios de fórmulas inacessíveis e linguagem incompreensível! A iniciativa mantém-se em 2020 e a primeira sessão do ano realiza-se a 23 de janeiro, no Barhaus, em Braga. Laís Gonçalves e Miguel Oliveira são os dois investigadores convidados e vão falar de Comunicação e Matemática. A sessão começa às 21h15 e a entrada é gratuita.

Laís Natalino (Comunicação) – Media e redes sociais de olho nas secretárias Ao chavão «uma imagem vale mais do que mil palavras» Laís Natalino acrescentou interrogações sobre como os media (televisão e imprensa) e o social media (redes sociais) convertem simples discursos em representações capazes de induzir no público consumidor, preconceções e significações que ultrapassam o verdadeiro sentido dos conteúdos. A pesquisa desta investigadora afiliada ao Centro de Estudos Humanísticos (CEHUM) e ao Grupo de Investigação em Género, Artes & Estudos Pós-Coloniais (GAPS), do Instituto de Ciências Sociais (ICS), destaca a importância da interpretação dos recursos visuais na leitura dos diferentes conteúdos. Tal como as palavras, as imagens são essenciais fontes de significado e o seu estudo utiliza como exemplo o contexto de trabalho das secretárias para analisar como a profissão é representada e avaliada nos media do Brasil e Inglaterra. Como é que abordam corpo, beleza, erotismo, maternidade e relações de trabalho? Como «usam» a figuração das secretárias para fazê-lo? Laís Gonçalves promete desvendar alguns aspetos da sua investigação e esclarecer todas as dúvidas.

Miguel Oliveira (Matemática) – Todos os problemas têm solução: Óptima ou aproximada? Miguel Oliveira é investigador no Centro de Matemática da Universidade do Minho (CMAT) e sob orientação de Gueorgui Vitalievitch Smirnov desenvolveu o estudo de problemas de optimização. “Nem sempre temos meios para encontrar a solução óptima” refere Miguel que propõe o uso de meios numéricos para encontrar uma solução aproximada. “Somos confrontados diariamente com problemas de optimização: as empresas procuram minimizar os custos de produção; os cientistas alertam para a necessidade de reduzir emissões de gases com efeito de estufa; o aumento da população mundial pressiona o aumento da produção agrícola, com o mínimo de gasto de água para irrigação. Procurar resolver estes problemas sem garantia de que os mesmos não exibem o Fenómeno de Lavrentiev (uma “coisa” complicadíssima mas que o Miguel nos vai explicar, pode levar a gastos excessivos e desnecessários” conclui o investigador.