Investigadores medem forças na Universidade do Minho

Novembro convida para uma passagem pelo Barhaus e um copo pela ciência, na Universidade do Minho.

Há encontro marcado no dia 28 porque temos sessão do PubhD UMinho. Dois investigadores – Fábio de Lima e Mariana Velho – “medem forças” entre dois mundos científicos: a Química e a Psicologia. As intervenções começam às 21h15 e a entrada é gratuita.

Fábio Pedroso de Lima – Química – Chaves para fechaduras de portas chamadas cancro

No Centro de Química da Escola de Ciências da Universidade do Minho há um investigador à procura de chaves que encaixem em fechaduras especiais. Fábio de Lima é químico e tem um objectivo em mente: sintetizar estruturas derivadas de um composto, o cromeno, que o ajudem a descobrir “chaves para abrir as fechaduras” de células cancerígenas. A utilização do cromeno justifica-se pelas propriedades físico-químicas das suas moléculas, geralmente, bem toleradas e estimuladoras de actividade biológica, o que pode transformar estas “chaves” em compostos muito promissores contra o cancro. Ou seja, que podem dar origem a novas substâncias cuja atividade farmacológica ou biológica tenha utilidade terapêutica e curativa. Uma eventual descoberta nesse sentido traduzir-se-ia num potencial avanço no tratamento do cancro e Fábio de Lima promete explicar com mais detalhe a sua pesquisa no próximo PubhD UMinho.

Mariana Velho – Psicologia – Sufixos e prefixos: como lemos as «gordas»?

Quem nunca ouviu falar do esternocleidomastóideo? E quem já foi ao otorrinolaringologista? Estas palavras de uso corrente em ciência têm 21 letras e sempre que o nosso cérebro tem de fazer uma leitura sobre palavras tão extensas faz um esforço, descodifica e codifica até encontrar sentido. É esse o jogo que Mariana Velho pretendeu desconstruir com o objetivo de compreender como lemos palavrastão grandes. “Será que as dividimos em bocadinhos? Será que o bocadinho do fim (sufixo) é mais importante do que o do início?” interroga-se a investigadora do Grupo de Cognição Humana – Psicolinguística da Escola de Psicologia da Universidade do Minho. Na próxima sessão do PubhD UMinho, Mariana Velho vai explicar em que consistiu o seu estudo sobre a morfologia no reconhecimento visual das palavras e como espera colmatar a falha existente na psicolinguística no controlo de variáveis e possível criação de uma base de dados morfológica.