João Salaviza e Renée Nader Messora vencem no Festival de Cinema de Lima, no Peru

O filme “Chuva é cantoria na aldeia dos mortos” venceu o prémio de melhor obra de ficção e de melhor fotografia, depois de já ter recebido o prémio especial do júri da secção 'Un Certain Regard', no Festival de Cannes.

O filme, rodado na aldeia Pedra Branca, no estado de Tocantins, no Brasil, durante nove meses, em 16mm, sem equipa, conta a história invulgar de um rapaz indígena de 15 anos que, fugindo da sua tribo, confronta-se com a realidade de ser um indígena no Brasil moderno.

“Não há espíritos ou cobras esta noite e a floresta em redor da aldeia está sossegada. Ihjãc, de 15 anos, tem pesadelos desde que perdeu o pai. É um Krahô indígena do norte do Brasil. Ihjãc caminha pela escuridão, o seu corpo suado move-se com receio. Um cântico distante atravessa as palmeiras. A voz de seu pai chama por ele através da cascata: é hora de organizar o festim funerário para que o espírito possa partir para a aldeia dos mortos. O luto deve cessar”. Negando o seu dever e para poder escapar ao processo crucial de se tornar um xamã, Ihjãc foge para a cidade. Longe do seu povo e da sua cultura, enfrenta a realidade de ser um indígena no Brasil contemporâneo” – pode ler-se na sinopse disponibilizada pelo festival de Cannes.

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“Chuva é cantoria na aldeia dos mortos” foi produzido por Ricardo Alves Jr. e Thiago Macêdo Correia, da produtora “Entre Filmes”, sediada em Minas Gerais, em coprodução com a portuguesa “Karõ Filmes” e com a “Material Bruto”, de São Paulo.

O filme irá ser exibido em dezenas de festivais internacionais nos próximos meses e tem estreia comercial em Portugal, França e Brasil prevista para o primeiro trimestre do próximo ano.

Refira-se ainda que o 22.º Festival de Cinema de Lima homenageou também o conhecido produtor português Paulo Branco.

Esperamos para ver!