Lello vende 1200 livros por dia

Em julho, a Livraria Lello aumentou em 50% o número de livros vendidos.

Os espanhóis são os que mais visitam a Livraria Lello, com 20,27% das entradas, seguidos dos portugueses, com 10,18%, e dos franceses com 9,18%. Mas há visitantes do Brasil – os que mais compram livros -, Estados Unidos da América, Itália, Alemanha, Canadá, Reino Unido e Polónia, entre mais de 70 nacionalidades que já adquiriram o ‘voucher’ de cinco euros que, recorde-se, pode ser trocado por livros.

Aurora Pedro Pinto, administradora da Lello, diz, em entrevista ao DN, que, em julho, venderam-se mais de 1200 livros por dia, com edições próprias de “Os Lusíadas”, prefaciado por Eduardo Lourenço, em quatro línguas a estar no top cinco, tal como “A Mensagem”, de Fernando Pessoa ou “O Principezinho” (o mais vendido), com prefácio de Valter Hugo Mãe.

“Temos obras nacionais traduzidas em seis línguas e outras em quatro. São das mais vendidas na Lello e somos o maior exportador de cultura e de literatura nacional”, diz a administradora, recordando que a entrada paga nasceu em 2015, depois de obras de 2,5 milhões de euros, para “regular o fluxo turístico” e criar um “visitante que se transforme em leitor” com a oferta mais diversificada de livros. Além disso, nota, passou-se de nove funcionários em 2015 para os atuais 49, com mais dez colaboradores nos meses de Verão.

A Lello tem ainda uma programação cultural que se destina mais aos portugueses do que aos turistas, como, por exemplo, os encontros-concerto de Capicua ou Pedro Abrunhosa, e as noites de teatro ou de fados.

Para mostrar que os portuenses são “considerados” no acesso prioritário à livraria lembra que foi criado o cartão de amigo.