Marielle Franco com mural em Lisboa

A ativista brasileira Marielle Franco foi homenageada com um mural em Lisboa, da autoria do português Vhils, que deixa na pedra “para sempre a memória de uma defensora dos Direitos Humanos que pagou com a vida o seu trabalho”.

O mural onde Vhils esculpiu o rosto de Marielle Franco, assassinada em março no Rio de Janeiro, insere-se no projeto “Brave Walls”, da organização de defesa dos Direitos Humanos Amnistia Internacional.

O retrato foi esculpido numa parede do Panorâmico de Monsanto, em Lisboa, que entre hoje e domingo acolhe o festival Iminente, dedicado à música e a à arte urbana e que tem em Vhils um dos seus mentores.

Durante o festival, o mural – que poderá ser visitado depois, quando o Panorâmico de Monsanto voltar a estar aberto ao público como miradouro – “vai ser acompanhado de um trabalho de vídeo”, no qual se recupera “trabalho, entrevistas e material de arquivo” de Marielle Franco, para “com isto chamar a atenção e prolongar o seu trabalho, o seu legado”.

O mural é desvendado numa altura em que passam seis meses do assassinato de Marielle Franco e a Amnistia “não vai deixar que esta tragédia seja esquecida”.

Marielle Franco, negra, lésbica, nascida num complexo de favelas no Rio de Janeiro e militante de esquerda do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), destacou-se por denunciar abusos das forças policiais nas favelas e pela defesa dos direitos humanos. Aos 38 anos foi assassinada.