Mas como foi que tudo começou?

O Movimento Slow no momento atual é uma tendência cultural internacional, mas teve a sua origem na área da alimentação com o Movimento Slow Food nos anos oitenta em Itália.

O conceito ‘Slow Food’ contrariava os valores e a cultura associadas ao fast food massificado e impessoal e que depois se especificou também no conceito e selo de qualidade ‘slow cities’ cidades pequenas e com qualidade de vida. Essa tendência veio paulatinamente a espalhar-se pela Europa e pelo Mundo, alargando-se a outras áreas de vida: saúde, crianças e educação, turismo, preservação do património e das tradições, relacionamentos, conciliação da vida pessoal e profissional, lazer, vida familiar, etc. para cada uma das suas vertentes foi surgindo uma nova denominação e assim se foi formando uma árvore com muitos ramos: slow Travel, Schools, Cities, Family Living, Medicine, Slow Design, etc.).

No mundo atual, frenético da pressa e da sobrecarga, essa filosofia defende que tentemos viver no ritmo certo, privilegiando a qualidade, o equilíbrio e o bem estar nas diferentes áreas da vida. As suas manifestações inserem-se sempre numa lógica de desenvolvimento sustentável e solidário dinamizado pelas comunidades locais, e em articulação com o movimento de globalização que hoje vivemos. Viver num ritmo slow é procurar viver num ritmo equilibrado que seja bom para o corpo e bom para a mente (saúde), bom para os relacionamentos, para as sociedades e comunidades (desenvolvimento pessoal, social e local), e para o planeta (ambiente, sustentabilidade), é um modelo de equilíbrio para viver melhor sabendo quando é necessário abrandar ou acelerar não deixando que o abrandamento se torne estagnação, nem deixando que a aceleração se torne maníaca.”