Mas o que é ao certo o Movimento Slow, o Movimento do Vagar?

“Ser slow não é ser demasiado lento, preguiçoso ou fora do mundo”.

“O movimento slow trata essencialmente de uma aproximação ao equilíbrio. (…) Ser slow é tentar usufruir do que o mundo moderno nos pode proporcionar, contudo, lutando por ter a oportunidade de parar como forma de experimentar prazer em coisas simples. Trata-se de usufruir de bons momentos, sentir e viver cada fase, permitir-se fazer aquilo a que cada um mais realiza e satisfaz” e dar o devido tempo a tudo, porque a maçã mais sumarenta precisou de amadurecer ao seu ritmo na árvore e só por crescer sem pressas a sua polpa se tornou tão doce. Na verdade, as coisas boas levam o seu tempo, o tempo de que precisam para serem plenas.

O mundo atual é marcado por uma vida apressada e ser slow é sobretudo estabelecer limites à tendência super fast. Slow é construir e inovar mas também preservar, é gozar do conforto e estimulação de uma vida dinâmica mas também saborear o reverso da medalha, a suavidade e a calma. Ser Slow é igualmente ser consciente e ético na utilização dos recursos naturais e é ter consciência social.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, quem se identifica com o movimento slow não é hippie nostálgico perdido em comunidades fechadas, também não é necessário ser um eremita, refugiar-se numa montanha ou não utilizar eletricidade ou tecnologias. As pessoas que apreciam um modo de vida slow não “são obrigatoriamente citadinos executivos com vidas de sucesso e glamour que abandonam tudo para se dedicarem a surfar e a criar caracóis junto ao mar “da costa oeste ou alentejana…contudo, também poderiam sê-lo…

Não existe um perfil único dentro do Slow Living, essa cultura holística que dá margem a muita variedade.