Mimo Festival, em Amarante

A 3.ª edição do festival Mimo, em Amarante, de 20 a 22 de julho, acolhe um programa cultural que passa por concertos, cinema, exposições, fórum de ideias, chuva de poesia, roteiro cultural e ainda programação especifica para crianças, tudo grátis.

“São 53 atrações, ao longo de três dias, este ano, e temos 16 nacionalidades envolvidas no Mimo 2018”, em que participarão “grandes nomes”, mas também alguns artistas que “vão fazer a diferença para quem não conhece, disse Lu Araújo, a diretora do festival, na apresentação do festival.

No que aos concertos diz respeito o cartaz é amplo e variado: Matthew Whitaker Trio, Rui Veloso, Dona Onete, Bruno Pernadas, Moacyr Luz, Orquestra Chinesa Cheong Hong de Macau, Pablo Lapidusas International Trio, Almério, Timbila Muzimba e Marta Pereira da Costa são algumas das propostas mais destacadas, com o propósito de apresentar diferentes géneros musicais e culturas, num festival inclusivo, que privilegia a diversidade”.

No que concerne a outras atividades, à semelhança do que aconteceu nas duas edições anteriores, o destaque vai para o cinema, com a apresentação de 9 filmes, cuja apresentação se reparte entre o Cinema Teixeira de Pascoaes e o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso.

Igual destaque merece a exposição designada “Os Modernistas. Amigos e Contemporâneos de Amadeo de Souza-Cardoso”, uma coleção Millennium bcp, um dos patrocinadores do evento, inaugurada a 20 de julho e no Museu Amadeo de Souza-Cardoso, patente até 28 de outubro. Desta mostra constam 59 obras de artistas modernistas, como Amadeo de Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Almada Negreiros, Francis Smith, Jorge Barradas e Júlio Reis Pereira.

O programa é ainda enriquecido com um a proposta educativa (com oficinas e workshops vários) e infantil, um fórum de ideias, um roteiro cultural, uma chuva de poesia e várias exposições (entre as quais a exposição de fotografia, “Cenários – Mimo 15 anos”) espalhados por sete espaços da cidade, sempre com entradas gratuitas.

Além das propostas musicais e culturais, o que este festival propõe de único é “um universo completamente diferente”, “uma cidade ímpar, valorizando o património e a arte, atraindo visitantes de todo o país e estrangeiro”, de acordo com o autarca que espera superar, na edição deste ano, os cerca de 60.000 visitantes da edição de 2017, e o retorno económico de cerca de 1,2 milhões de euros.