O Ativismo de Juliana Huxtable em Serralves

No Auditório de Serralves, a 28 de fevereiro, entre as 22h00 e as 23h00.

Juliana é uma escritora norte-americana, artista multimédia, ativista LGBT e co-fundadora do projeto Shock Value ligado à cena nocturna de Nova Iorque. Originária do Texas, Huxtable mudou-se para Nova Iorque, onde estudou arte, estudos de género e direitos humanos e fundou  as festas transgénero-inclusivas Shock Value, integrando também o coletivo House of Ladosha.

É autora de dois livros, poemas, guiões de performance e ensaios. Huxtable apresentou-se em exposições coletivas e performances no MoMA PS1, em Nova York (2014); White Columns Annual, White Columns, New York (2014); “Take Ecstasy With Me”, Whitney Museum of American Art, Nova Iorque (2014); Frieze Projects, Londres (2014); e na 2015 Triennial: Surround Audience, New Museum of Contemporary Art, Nova Iorque (2015); entre outros. A prática artística multidisciplinar de Huxtable explora uma série de projetos, como a internet, o corpo, a história e o texto, muitas vezes através de um processo que ela chama de “condicionamento”. As suas obras exploram as interseções de questões ligadas à raça, género, queerness e identidade.

Nos últimos anos, Huxtable tem vindo a apresentar várias iterações de uma performance em constante evolução que incorpora texto, vídeo e som. Em Serralves, apresenta Triptych, uma performance musical para eletrónica, voz, harpa, bateria e vídeo. Triptych resulta de uma montagem de sons com origem em workshops que Huxtable desenvolve com o seu colaborador frequente Joe Heffernan e com a harpista Ahya Simone. Explora a experiência de um sujeito que se dissolve na sua carne através do medo, alegria ou excitação.