O desporto como forma de sobrevivência

Nos dias de hoje, o desporto já não é visto apenas como forma de lazer, são várias as histórias que chegam aos nossos ouvidos, contadas na primeira pessoa por aqueles que hoje são atletas de excelência, mas ontem lutavam para sobreviver e atingir uma vida melhor.

Nascem em famílias desprovidas de bens económicos, mas acalentam o sonho de chegar à elite de um determinado desporto. É no futebol que se concentra a maioria destes casos, com as crianças a lutarem pelo seu futuro dando tudo o que têm e por vezes até o que pensavam não ter. Um exemplo que todos conhecemos é Cristiano Ronaldo. Nasceu. E só isso já foi uma vitória, visto que esteve em risco de ser abortado. No seio de uma família muito humilde, percebeu que se quisesse atingir a excelência teria que suar muito pelo caminho. Pois bem, foi isso que fez. Treinou, treinou e… treinou. Sempre com os objetivos bem definidos, até que surgiu uma oportunidade única para a sua carreira: uma proposta para se mudar para Lisboa e representar o Sporting, deixando assim a terra natal, a Madeira. Ainda em tenra idade viu-se “obrigado” a deixar para trás a família, a casa, tudo o que o rodeava para continuar a lutar pelo sonho que tinha.

Fora de Portugal, esta situação é ainda mais recorrente, principalmente na América do Sul ou até na França, geralmente países onde existem em grande escala os chamados bairros. Muitas vezes, os jovens, nestes países, veem-se obrigados a escolher entre o futebol e a droga. Ou lutam com todas as suas forças para singrar no mundo do futebol ou então estão “condenados” a passar o resto das suas vidas ligados à “má vida”, quer seja na distribuição ou até mesmo no consumo, acabando, muitas vezes, por perder a vida em “missão” ou em “brincadeiras” com os “amigos”.

Portanto, quando vemos uma criança feliz num campo de futebol, numa grande parte dos casos, não é por estar a jogar futebol, mas sim porque conseguiu escapar a uma realidade medonha e dar um rumo à sua vida.