«O naufrágio das civilizações» de Amin Maalouf

A 4 de março, chega às livrarias a mais recente obra do jornalista e escritor de origem libanesa Amin Maalouf: «O naufrágio das civilizações». Publicado originalmente no ano passado, é agora editado em Portugal pela Marcador (Grupo Editorial Presença).

Amin Maalouf traça um retrato do «naufrágio das civilizações», do oriente ao ocidente, num relato que tem tanto de pessoal como de global. Tanto pelas suas circunstâncias familiares como profissionais, desde criança que Amin Maalouf tem vindo a testemunhar muitas das convulsões sociais e políticas que têm ocorrido em diferentes pontos do globo. Quando, pela primeira vez, se poderia conduzir a humanidade a uma era de liberdade e progresso, o mundo parece seguir na direção oposta, rumo à destruição de tudo o que foi alcançado.

Como chegámos aqui?

Há mais de meio século que o autor observa o mundo e o percorre.

Estava em Saigão no final da Guerra do Vietname, em Teerão durante o advento da República Islâmica. Neste livro poderoso e abrangente, faz de espectador engajado e pensador, misturando histórias e reflexões, às vezes contando grandes eventos de que foi uma das poucas testemunhas oculares, e depois elevando-se ao papel de historiador acima da sua própria experiência para nos explicar por que sucessivos desvios a humanidade passou para se encontrar assim no limiar do naufrágio.

Amin Maalouf é jornalista e romancista libanês. Venceu o Prix des Maisons de la Presse, o Prémio Goncourt, o Prémio Príncipe das Astúrias, o Prémio Calouste Gulbenkian e foi agraciado com a Ordem Nacional do Mérito francesa no grau de grande oficial. É membro da Academia Francesa desde 2011. Foi chefe de redação, e mais tarde editor, do Jeune Afrique. Durante 12 anos foi repórter, tendo realizado missões em mais de 60 países.