O vinho à mesa da Páscoa

Nem só de amêndoas, ovos de chocolate ou coelhos animados se faz a Páscoa. Nesta época de renovação, reconciliação e reencontro, a mesa volta a ser farta e a ementa cuidada. Seja mais a Norte ou a Sul do País, não importa se os encontros reúnem diferentes gerações ou se as celebrações se fazem apenas a dois. A Páscoa é festa de tradições e há uma que se repete sempre: o vinho à mesa.

Um dos segredos para uma Páscoa tradicional parece estar no vinho. No Minho, o cabrito até pode ser o rei da mesa, mas esta corte não ficaria completa sem uma companhia à altura, como o Conventual DOC Tinto, da Adega Portalegre Winery, de sabor macio, a frutos vermelhos, chocolate preto, com presença de taninos suaves.

Em Trás-os-Montes, mesa que é mesa conta sempre com o folar, recheado de carne de vitela, frango, coelho, porco, presunto e rodelas de salpicão. Uma refeição que fica completa com um Conventual Reserva Tinto, que na boca entra suave, com volume e estrutura, acabando com boa tensão e longo final.

Nas Beiras, o folar é presença assídua, mas não está sozinho. Mais para o litoral, a chanfana quer-se feita em forno de lenha e na companhia de um Conventual Reserva Vinha da Serra da Penha, de nariz complexo e fresco, com notas de cassis, menta, ligeiras notas apimentadas e sugestões florais.

O Alentejo não precisa da Páscoa para comer borrego, mas precisa do borrego para celebrar a Páscoa. Por aqui, os vinhos são da terra, como o Portalegre DOC Tinto, servido a uma temperatura ambiente de 16-18ºC, que é o acompanhamento ideal para esta e outras iguarias, e que também não desilude ao lado dos doces conventuais.

Mais a Sul, no Algarve, o que é doce nunca amargou e promete continuar assim, com o folar de Olhão a conquistar o estatuto de marco na doçaria local nesta altura do ano. Para os menos gulosos, a cataplana de peixe à algarvia nunca desilude, mais ainda se for acompanhada por um Portalegre DOC Branco, o ideal para realçar o sabor dos pratos de peixes e marisco.