Ópera Cómica Multimédia Interativa no Teatro do Campo Alegre

Os métodos revolucionários e os avanços tecnológicos implantados pela Junta da recôndita Vila Velha do Pinheiro vão estar em cena no Teatro Municipal do Porto a 15 e 16 junho.

Esta será uma Ópera Cómica Multimédia Interativa que relaciona um projeto de cenografia digital interativa com os intérpretes

Repórter Geneviève chega a Vila Velha do Pinheiro a meio do discurso fúnebre do presidente da junta, Amadeu Sobral – uma homenagem a uma personalidade local. A repórter aborda o presidente sobre os métodos revolucionários da junta – simplex. O autarca explica as virtualidades implantadas por ele, tão avançadas em termos tecnológicos para tão recôndita vila portuguesa. Tudo se deve à vinda de B Jobs, um americano que se rendeu aos encantos da serra e é adviser do presidente em todo o género de startups rurais e quejandos. O presidente convida a jornalista a conhecer a terra e os planos da autarquia. Geneviève vai-se rendendo aos encantos de V V do Pinheiro e a outros, que o coração não é de pedra. Telefonemas inoportunos, televisões avariadas, Cupidos confluem para uma cerimónia final. Viva o amor, viva o avanço tecnológico, viva Vila Velha do Pinheiro!

Simplex é mais uma produção do Quarteto no domínio das Óperas Cómicas Multimédia, sendo neste âmbito o seu espetáculo de maior escala e de estética mais arrojada. Esta será uma Ópera Cómica Multimédia Interativa que relaciona um projeto de cenografia digital interativa com os intérpretes (através da manipulação de câmaras que detetam os seus movimentos e os relacionam com a cenografia mapeada), a partir de um projeto de ilustração que será animado e mapeado em cena.

Em 2018 o Quarteto foi distinguido com o 3º Lugar do Prémio Nacional de Indústrias Criativas (promovido pelo Grupo Super Bock / Serralves), bem como com o Prémio BfK (promovido pela Agência de Inovação) pelo seu trabalho de criação no domínio da Ópera de Câmara Multimédia.

Trata-se de uma coprodução com o Teatro Municipal do Porto, com apoio financeiro da DG Artes e conta com parceiros como: Antena 2, Centro Mário Cláudio / Município de Paredes de Coura, Tintex Textiles, Riopele, CITAR – Centro de Investigação da Universidade Católica, ESMAE, Misericórdia do Porto, UPTEC, entre outros.

O Quarteto Contratempus é um grupo de Música de Câmara Contemporânea. Fundado em 2008 pelos músicos Teresa Nunes (Soprano), Crispim Luz (Clarinete), Susana Lima (Violoncelo) e Brenda Vidal Hermida (Piano) no contexto académico da ESMAE (Porto).

Este coletivo dedica-se desde 2014 à produção de Óperas de Câmara em língua portuguesa, destacando-se as produções A Querela dos Grilos (2015), Os Dilemas Dietéticos de uma Matrioska do Meio (2016) e As Sete Mulheres de Jeremias Epicentro (2017), coprodução com o Teatro Municipal do Porto). Em 2018 o Quarteto desenvolveu a criação Variações a partir de um Coração, produção de recriação de música tradicional portuguesa do Norte, que assinalou o 10º aniversário do coletivo e a celebração do Ano Europeu do Património Cultural.

Desde 2008, o Quarteto tem trabalhado com compositores como Fernando Lapa, Daniel Moreira, João Guilherme Ripper, Jorge Prendas, Fátima Fonte, Nuno Corte-Real, Sérgio Azevedo, Morten Lauridsen; com os escritores Mário João Alves, Tiago Schwäbl, Regina Guimarães, José Manuel Mendes e com os encenadores António Durães e Catarina Costa e Silva.

As suas criações estrearam em Portugal, Espanha e Brasil.