Pedro Cabrita Reis e Maria Teresa Cruz vão “FALAR SEM PALAVRAS”

Caberá a Pedro Cabrita Reis, artista de referência no atual panorama nacional e europeu, e a Maria Teresa Cruz, investigadora e académica da Universidade Nova de Lisboa, moderados pelo curador Miguel von Hafe Pérez, darem seguimento ao ciclo de conferências Arte e Espiritualidade. Desta vez, tendo como tema FALAR SEM PALAVRAS: DESTRUIÇÃO E RECOMEÇO, partindo de um texto de Pedro Abrunhosa.

A 16 de janeiro o Auditório de Serralves acolhe “FALAR SEM PALAVRAS: DESTRUIÇÃO E RECOMEÇO – CICLO DE CONFERÊNCIAS: ARTE E ESPIRITUALIDADE”. A sétima sessão de um ciclo de conferências.

Para Pedro Abrunhosa, “a palavra é a partilha de sentidos entre sujeitos, o instrumento por excelência através do qual expressam informações a seu respeito, do estado das coisas e do mundo. Mas antes de falado, o pensamento é ainda a liquidez do mistério, a transcendência que a materialidade do discurso, por ser sentido, destruirá. Na Poesia a palavra é lugar da possibilidade total, da apropriação silenciosa do que jamais poderá ser reduzido à substância limitada da comunicação.  A Arte é, assim, o último reduto onde a fala se faz por dentro e o que para uns é paz, para outros é confronto”.

Esta é a sétima de um ciclo de conferências, comissariado por Pedro Abrunhosa e Paulo Mendes Pinto, dedicadas ao tema “Arte e Espiritualidade” que já recebeu Alvaro Siza e José Tolentino Mendonça moderados pelo jornalista Vitor Gonçalves, que debateram a relação entre o construído e a fé; Viriato Soromenho-Marques e Paulo Teixeira Pinto que, moderados pela jornalista Bárbara Reis, discutiram o papel da ética na economia; e Sobrinho Simões e Gonçalo M. Tavares que, moderados pela jornalista Maria João Costa, debateram a questão do erro na nossa sociedade; à jornalista Luísa Meireles coube mediar um debate sobre pensamento como pré-escrita entre a escritora Lídia Jorge e o filósofo e teólogo Fr. Bento Domingues; novamente a Vitor Gonçalves coube moderar um diálogo entre Joana Vasconcelos e o médico e gestor Luis Portela sobre formas de (in)visibilidade e, por fim no final de 2019, foi o filósofo e pensador francês Luc Ferry  que deu continuidade a este ciclo refletindo sobre a espiritualidade laica.