Pergunta ao Tempo na Casa da Memória

Celebrado o 3º aniversário da Casa da Memória de Guimarães (a 25 de abril) com um dia repleto de atividade e participação, o mês de maio não esfria nesta Casa, que se prepara para promover uma série de iniciativas ao longo das próximas semanas: Guia de Visita com Paulo Vieira de Castro, atividades no Dia Internacional dos Museus, Conversa com o fotógrafo Duarte Belo, oficina Domingos em Casa, inauguração da exposição Pergunta ao Tempo e nova sessão de Memórias da Memória com Tiago Baptista.

Será assim que a Casa se manterá (bem) ocupada ao longo deste mês, cuja programação arranca no dia 4, às 17h00, com Paulo Vieira de Castro como Guia de Visita de maio na Casa da Memória. É uma oportunidade para olhar Guimarães pelos olhos de um vimaranense com um percurso cívico recheado, tendo sido dirigente de algumas das instituições culturais mais importantes da cidade, como a associação de defesa do património Muralha, o Cineclube e, mais recentemente, a Sociedade Martins Sarmento. No mês em que se assinala o Dia Internacional dos Museus, celebra-se também o mais antigo espaço museológico de Guimarães, o museu arqueológico da Sociedade Martins Sarmento. Esta visita orientada destina-se a todas as idades e tem entrada gratuita, com limite de participação condicionada ao espaço existente.

A Casa da Memória de Guimarães (CDMG) associa-se, no dia 18 de maio, à celebração do Dia Internacional dos Museus. Este será um dia de entrada gratuita em todos os museus e os espaços geridos pel’A Oficina, entre os quais a CDMG, o CIAJG (Centro Internacional das Artes José de Guimarães) e o CCVF (Centro Cultural Vila Flor). Mas não apenas abrem as portas para mostrar as suas exposições, como propõem um conjunto de atividades para todos os públicos, com um leque variado de oficinas e visitas performativas que constituem um programa que este ano se alarga até à meia-noite.

Na semana seguinte, a 24 de maio, às 19h00, uma nova atividade com entrada livre bate à porta da Casa. Desta feita, é o fotógrafo Duarte Belo que visita a Casa para uma conversa aberta a todo o público.  Em novembro, Duarte Belo expôs “Depois do Tempo” na Casa da Memória de Guimarães, uma impressionante coleção de centenas de imagens feitas em Guimarães entre abril de 1988 e o ano passado. O fotógrafo publica agora a sua reflexão sobre a cidade e a sua paisagem, mas também sobre as imagens e os seus processos, a partir desse hiato de 30 anos – segundo volume da coleção d’A Oficina dedicada à fotografia – Prisma.

No dia 26, às 11h00, chega o tempo para mais um tempo dedicado às famílias, com a oficina Domingos em Casa levada a cabo por Francisco Neves. Ao longo do ano, Francisco Neves foi um dos dinamizadores do projeto educativo Pergunta ao Tempo junto de 14 turmas do 1º ciclo das escolas
de Guimarães. Agora, usa algumas das propostas de experimentação criativa com as quais pôs as crianças a pensar sobre património – barro moldado, uma fábrica de poesia e a cartografia do eu – nesta oficina especial do Domingos em Casa. O conceito de património enlaça objetos, coisas, lugares, pessoas, expressões, tradições, formas de fazer, músicas, receitas, monumentos. Mas o que é importante para nós e para a nossa comunidade? Através da exploração do conceito e da execução de dinâmicas criativas e poéticas pretende-se aprofundar e multiplicar os significados de património. Esta oficina para famílias pode ser participada por maiores de 8 anos e a inscrição pode ser realizada por um valor de 2 euros até 23 maio, através de telefone 253424700 ou e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.

Aproximando-se o final deste mês, será revelado, nos dias 28 e 29 (às 10h00 e às 14h00), o resultado da 3ª edição do projeto Pergunta ao Tempo, inaugurando uma exposição em que o património é o objeto de atenção de cerca de 300 alunos e professores do 4º ano de escolaridade das escolas de Guimarães, a quem é colocado o desafio de descobrir e reinterpretar a exposição permanente da Casa da Memória, que assim abre as suas portas – de forma ainda mais especial – à cidade e à comunidade. Os próximos dias 13, 14, 15, 16, 20, 21 e 22 darão lugar a sessões de preparação da exposição nas escolas, rumo à inauguração na Casa.

Pelo terceiro ano letivo consecutivo e após o sucesso das duas primeiras edições, mais de 300 alunos participam no projeto educativo Pergunta ao Tempo, desenvolvido pel’A Oficina. Ao longo do ano letivo, os alunos do 4º ano de várias escolas do concelho debruçam-se sobre o património, nas suas múltiplas vertentes: material e imaterial; móvel e imóvel. A base de trabalho é a exposição permanente da Casa da Memória de Guimarães. E, tal como o museu vimaranense, também este programa educativo está dividido em 14 núcleos. São, por isso, 14 as turmas envolvidas no projeto em cada edição. Há quem tenha que refletir sobre a Industrialização do Vale do Ave, a Fundação da Nacionalidade, Cartografias e Território de Guimarães ou Utopia e Distopia. Depois de atribuído um dos temas, cada professor tem depois liberdade para mobilizar os conteúdos que lhe parecerem adaptar-se melhor. Só não podem perder o norte de Pergunta ao Tempo: o património. O de Guimarães e o das freguesias de cada uma das escolas.

Assim, a partir desta data e até 29 de setembro, estamos todos convidados para conhecer os objetos, as histórias e os testemunhos recolhidos pelas crianças, que coabitam e dialogam com cada um dos núcleos expositivos da exposição permanente da Casa da Memória. Em 2017, a CDMG levou a cabo a edição inaugural do Pergunta ao Tempo, que foi principiado no início do ano letivo de 2016/2017, como resposta ao desafio de proximidade à comunidade escolar, lançado pela Vereação de Educação do Município de Guimarães.

No dia 30, às 19h00, a Casa recebe Tiago Baptista para uma sessão de Memórias da Memória. Poucas pessoas em Portugal entendem tão bem o papel do cinema como memória como Tiago Baptista, professor universitário, fundador da Associação dos Investigadores da Imagem em Movimento e conservador do acervo da Cinemateca Portuguesa, o Arquivo Nacional das Imagens em Movimento. Passou a dirigir o instituto responsável pela preservação e restauro do património cinematográfico português em 2017. Esse seu trabalho é o mote para esta conversa, com participação gratuita e para todas as idades, apenas condicionada ao espaço existente.

Recorda-se que, na CDMG, é também possível realizar Visitas Orientadas e Oficinas Criativas ao longo de todo o ano, sujeitas a marcação com, pelo menos, uma semana de antecedência, através de telefone 253424700 ou e- mail mediacaocultural@aoficina.pt. A CDMG encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.