Philippe Vergne de Los Angeles para Serralves

Philippe Vergne é o novo Diretor do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, nomeado pelo Conselho de Administração da Fundação de Serralves. O curador de nacionalidade francês assumirá as suas novas funções já a partir de abril.

Philippe Vergne chega a Serralves com uma experiência de 25 anos de liderança em várias instituições internacionais. A sua nomeação para Serralves surge na sequência de um processo de seleção internacional, com entrevistas a candidatos de várias partes do mundo. Com uma sólida carreira, desde sempre ligada à arte contemporânea, Philippe Vergne liderou algumas das mais prestigiadas instituições de arte dos Estados-Unidos e da Europa. Mais recentemente, nos últimos 4 anos, foi o Diretor do Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles (MOCA). O Conselho de Administração e os seus assessores foram unânimes na escolha de Philippe Vergne como “candidato excecional para assumir a Direção do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Philippe Vergne junta-se a Serralves com um profundo conhecimento da arte e cultura contemporâneas bem como da gestão de museus. Philippe Vergne, um notável curador, traz uma visão artística sólida e inspiradora não só para o Museu e para a Coleção, mas também para o extraordinário património da Fundação de Serralves e do seu parque histórico. Philippe Vergne é internacionalmente reconhecido entre artistas, profissionais de arte e patronos, e a sua nomeação abre um novo e significativo capítulo para Serralves, no excecional momento em que celebramos os 30 anos da sua criação”, refere Ana Pinho, Presidente do Conselho de Administração de Serralves.

“O Museu de Serralves é um dos mais respeitados museus de arte contemporânea do mundo. É uma honra fazer parte de um museu cujo compromisso para com a comunidade artística internacional, nas suas várias disciplinas, é contínuo e rigoroso mantendo, ao mesmo tempo, os mais elevados padrões.”, sublinha Philippe Vergne.

Philippe Vergne detém uma forte reputação internacional alicerçada na marca da sua intervenção nos vários museus onde trabalhou. Antes de liderar o MOCA de Los Angeles, foi Diretor do Dia Art Foundation de Nova York durante cinco anos e Diretor Adjunto e Curador Chefe do Walker Art Center em Minneapolis, onde trabalhou durante uma década, tendo organizado mais de 25 exposições internacionais, programas de residências artísticas, integrando ainda a equipa que liderou o plano de expansão da instituição com projeto de arquitetura do gabinete Herzog & de Meuron. Na Europa, Philippe Vergne deixou a sua marca como primeiro Director do Museu de Arte Contemporânea de Marseille (MAC).

Philippe Vergne é também reconhecido pela sua estreita relação com artistas e profissionais de instituições culturais e museus internacionais. No MOCA, Vergne reestruturou o programa e desenvolveu um plano estratégico de longo prazo para o museu. Apresentou uma linha robusta de exposições de destacados artistas plásticos como Sturtevant, Hito Steyerl, Andy Warhol, Kerry James Marshall, Carl Andre, R.H. Quaytman, Adrián Villar Rojas, Cameron Rowland, Anna Maria Maiolino, Mickalene Thomas, Zoe Leonard, e Laura Owens, entre muitos outros. Foi ainda responsável por grandes aquisições para a coleção permanente do museu, incluindo importantes obras de Kara Walker, Haegue Yang, Matthew Barney, Catherine Opie, Andreas Gursky, Njideka Akunyili Crosby, Jean-Luc Molène, Barbara T. Smith, Ana Mendieta, Wolfgang Tillmans, Jac Leirner e Glenn Ligon, entre outros.

A passagem de Vergne pelo Dia Art Foundation de Nova York foi marcada pela consolidação do currículo artístico e de exposições da instituição, tendo organizado mostras e intervenções como o Gramsci Monument de Thomas Hirshhorn instalado no Bronx em Nova York; Jean-Luc Molène Survey Show; e a iniciação do Allora and Calzadilla Puerto Rican Light project em Cueva Vientos, Porto Rico. A sua ação foi igualmente determinante no projeto de conservação de Walter de Maria Lighting Fields no Novo México, que incluiu a aquisição de uma vasta área de terrenos adjacentes à obra para a sua proteção.

Em 2014, Vergne foi condecorado com a Légion d’Honneur em reconhecimento pelos seus 24 anos de serviço à arte. Philppe Vergne recebeu ainda a distinção de Chevalier dans l’Ordre des Arts et des Lettres, concedida pelo governo francês em 2004.