PUBHD UMINHO traz música e exercício físico

Sílvia Gonçalves vai falar da música e motivação para a aprendizagem e Tiago Moreira de exercício físico para melhorar a qualidade de vida das mulheres com cancro da mama. No intervalo recupera-se o fôlego com bebidas e perguntas. As mesas “estão reservadas” para 27 de junho e a sessão começa às 21h15. A entrada gratuita.

Sílvia Gonçalves (Ensino de Música) – “Para que serve a música? As crianças respondem”. Muitas entrevistas e inquéritos já passaram pelas mãos de Sílvia Gonçalves, mestranda do Instituto de Educação da UMinho e os resultados parecem afinar-se pela lógica: “Quando os alunos gostam do que estudam, aprendem melhor e estão mais motivados”. Determinada a estudar a Exploração de funções sociais da música nas aulas de Saxofone e de Música de Conjunto, procura perceber “o que é e para que serve a música para os alunos do ensino básico especializado”. No trabalho de campo explorou a associação que os alunos estabelecem entre as funções sociais da música e o lugar que esta ocupa nas suas vidas. Os dados obtidos são cruzados com teorias da sociologia da música e, no final, a investigadora espera “enriquecer os modelos pedagógicos em vigor, refletir sobre as tipologias musicais estudadas, e até compreender a relação entre as funções sociais privilegiadas pelos alunos e futuras perspetivas laborais”.

Tiago Moreira (Ciências do Desporto) – “E se no cancro da mama o médico prescrever ida ao ginásio?”. Praticar exercício físico regularmente traz benefícios para a saúde, mas no caso de doentes com cancro da mama esse benefício pode ser ainda maior. Tiago Moreira estuda os Efeitos da prática de exercício físico no tratamento do Cancro da Mama e quando concluir o seu projeto de doutoramento pretende apresentar um modelo de atuação que permita às mulheres vítimas do cancro da mama, resistir aos efeitos dos tratamentos a que são submetidas (cansaço, enjoo, mal-estar e problemas cardíacos). A sua ideia é simples e baseia-se na prática regular de exercício físico a realizar durante o período dos tratamentos, adequando a cada situação um procedimento. A avaliação de cada mulher envolve trabalho conjunto (médico e preparador físico) e os indicadores são claros: “O exercício físico diminui as dificuldades, ameniza os efeitos secundários do tratamento e promove um aumento da qualidade de vida.”

Em Portugal desde 2016, o PubhD é um movimento internacional de divulgação informal da ciência, que nasceu em Nottingham (Reino Unido). As sessões realizam-se em bares e pubs, e além dos cientistas e investigadores, o público é chamado a intervir, colocando questões. A seguir ao Reino Unido, Portugal é dos países com maior número de iniciativas dinamizadas. O PubhD UMinho já soma 38 sessões e a participação de 80 investigadores, nacionais e estrangeiros.