“Quinta de Leitura” na Feira do Livro do Porto

No dia 20 de setembro, às 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett recordar-se-á o “Maio de 68”.

Rui Zink (introito), Filipa Leal, Sandra Salomé, José Anjos, João Paulo Costa (leituras), Beatriz Bagulho (imagem) e João Lóio (música) propõem, neste serão poético, o caminho da utopia: “Tomemos os nossos desejos por realidades”.

Com a revolta do Maio de 68, um surpreendente “happening” que quase conduziu a França à guerra civil, aprendemos todos uma lição: “a barricada fecha a rua, mas abre o caminho”.

O Maio de 68 foi, antes de tudo, um convite à poesia, ao amor e ao humor loucos, à liberdade, à imaginação. “A poesia está na rua”, “A imaginação ao poder”, “A liberdade, o crime que contém todos os crimes, é a arma de todos nós!”, gritava-se nas ruas de Paris.

Em 1974, seis anos depois, no tal “dia inicial inteiro e limpo” de que nos fala Sophia, Portugal ergueu de novo a sua voz e abraçou muitos dos valores semeados pelo Maio de 68.

Nesta cidade, onde a liberdade é menos secreta, com as tílias da Avenida dos Poetas como cenário, numa festa da Palavra, juntar-se-ão vozes (con)sagradas com as novas veias comunicantes da poesia portuguesa. Poesia insurgente, textos de combate, espinhas nas gargantas dos opressores, textos de afirmação dos valores que continuam a animar a humanidade: o amor, a liberdade, o “olhar selvagem” da criança, do louco, do poeta.

O objetivo é estar «do lado da gente que vive de frente», como cantou José Mário Branco, o poeta homenageado nesta edição da Feira do Livro do Porto.

A poesia e outras artes, num exercício supremo de liberdade, onde, além da palavra, haverá também música com o “rapaz do futuro”, que faz a música normal mais falada do momento: Conan Osiris.

Na ementa, serve-se ainda fado, electrónica, hip-hop, música oriental e muito Bollywood. Entrada gratuita!

Venha daí!