Serralves para ver em Ponte de Lima

DA COLEÇÃO EM PONTE DE LIMA: A MINHA CASA É A TUA CASA é uma exposição realizada a partir de obras da Coleção de Serralves, a ser apresentada no Palacete Villa Morais e Torre da Cadeia Velha, em Ponte de Lima, pelas 18h00 horas de dia 25 de junho, no âmbito do acordo de integração do município de Ponte de Lima como Fundador de Serralves.

Como resultado da parceria estabelecida entre a Fundação de Serralves e o Município de Ponte de Lima, esta vila minhota recebe dia 25 de junho, a exposição DA COLEÇÃO EM PONTE DE LIMA: A MINHA CASA É A TUA CASAEsta exposição estará patente até 29 de setembro e reveste-se de especial significado por reunir obras de alguns dos mais relevantes artistas representados na coleção de Serralves.

Esta iniciativa integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar este acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país. Este programa de itinerâncias percorre o país, apresentando diferentes exposições e obras em mais de 30 locais e municípios, cumprindo assim a Fundação de Serralves, que este ano celebra o seu 30º aniversário, a sua missão de apoio efetivo à descentralização da oferta cultural.

DA COLEÇÃO EM PONTE DE LIMA: A MINHA CASA É A TUA CASA

IMAGENS DO DOMÉSTICO E DO URBANO NA COLEÇÃO DE SERRALVES

Na exposição serão apresentadas obras de: Filipa César, Pedro Cabrita Reis, Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, Gordon Matta-Clark, Bruce Nauman, Martha Rosler, Miguel Ângelo Rocha, Tony Cragg, Gil Heitor Cortesão, Juan Munoz

O título desta exposição corresponde à expressão com que asseguramos a alguém que a nossa hospitalidade é sincera; também institui a casa enquanto centro de uma relação entre duas ou mais pessoas – dialética que pode sintetizar a dinâmica entre artista e espectadores: as casas imaginadas por artistas serão temporariamente a nossa casa.

É, de facto, muito considerável a quantidade de artistas para quem a casa é tema e pretexto. Os artistas e as obras presentes nesta exposição colocam o doméstico e o quotidiano no centro das suas preocupações, propondo diferentes interpretações daquilo que se entende por casa.

Independentemente do ângulo adotado, a casa parece sempre encetar um jogo subtil entre o privado e o público. Talvez por isso alguns dos artistas presentes em “A Minha Casa é a Tua Casa” sublinhem a relação da casa com a rua e com a cidade, dedicando-se a pensar questões eminentemente urbanísticas.

Aos ideais utópicos e de libertação do homem que estiveram na base da arquitetura e do urbanismo modernistas, estes artistas contrapõem modelos vernaculares de ampliação de casas (as marquises) ou um território desordenado em que se mesclam organismos urbanos e rurais, outrora coerentes e estanques.