Serralves vai a Braga

“Corpo, abstração e linguagem na arte portuguesa: obras em depósito da Secretaria de Estado da Cultura na Coleção de Serralves” é uma exposição a ser apresentada no Fórum Arte Braga. A cerimónia contará com as presenças da Presidente da Fundação de Serralves, Ana Pinho, do Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio e será presidida pela Ministra da Cultura, Graça Fonseca.

É uma espécie de “descentralização” de Serralves, em que a arte contemporânea viaja, neste caso, até à cidade dos Arcebispos. Como resultado da parceria estabelecida, em 2015, entre a Fundação de Serralves e o Município de Braga o Fórum Arte Braga recebe dia 23 de janeiro, no âmbito da sua programação cultural, a exposição Corpo, abstração e linguagem na arte portuguesa: obras em depósito da Secretaria de Estado da Cultura na Coleção de Serralves.

Esta iniciativa integra-se num extenso programa de exposições e apresentações de obras integradas na Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os diversos locais de exposição, com o objetivo de tornar a arte contemporânea acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

A presente exposição apresenta um conjunto de obras provenientes da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Serralves desde a criação da Fundação de Serralves há 30 anos, e demonstra a importância que a pintura e a escultura tiveram ao longo das décadas de 1960-80 na renovação das linguagens artísticas em Portugal. As obras escolhidas atestam os diversos níveis de diálogo e confluência formais que os artistas portugueses souberam estabelecer entre si e com o contexto internacional a partir do pós-guerra.

Estarão presentes obras de Álvaro Lapa, Anna JOTTA, Ângelo de Sousa, António Palolo, António Sena, Eduardo Batarda, Emília Nadal, Fernando Lanhas, João Vieira, Joaquim Rodrigo, Jorge Martins, Jorge Pinheiro, José Loureiro, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Júlio Pomar, Nikias Skapinakis, Paula Rego e Rui Sanches.

O acervo proveniente da SEC foi um dos primeiros a integrar a Coleção de Serralves cimentando uma presença dos artistas portugueses e orientando futuros reforços de obras dos mesmos artistas, com bases para a consolidação do âmbito cronológico na contemporaneidade e nos diversos eixos temáticos a ela associados.