Serralves vai ao aeroporto

O Museu de Arte Contemporânea de Serralves leva ao Aeroporto do Porto a obra: We the people / Nós, o povo (pormenor), 2011, do vietnamita Danh Vö.

Se aterrar no aeroporto do Porto ou por lá passar, não estranhe se se cruzar com obras do artista vietnamita Danh Vö. A inauguração DA COLEÇÃO NO AEROPORTO DO PORTO: DANH VÖ tem lugar a 6 de setembro, às 16h30, e conta com a presença da Presidente da Fundação de SerralvesAna Pinho e do Diretor do Aeroporto do Porto, Fernando Vieira.

“Esta apresentação é resultado de uma parceria entre a ANA – Aeroportos de Portugal S.A. e Fundação de Serralves, ao abrigo da qual, entre outras iniciativas, obras da Coleção de Serralves são periodicamente apresentadas no interior do terminal de passageiros do Aeroporto do Porto”, menciona a Fundação em nota enviada à imprensa.

Para Serralves, esta “deslocalização permite, com generosidade, expandir as oportunidades de reformulação dos significados da produção artística, abertos ao confronto entre as obras e os novos contextos”.

Um programa de exposições ou instalação de peças de uma coleção fora do seu museu e por vários locais do país tem o valor acrescido de permitir o contacto com públicos diversos em espaços não necessariamente vocacionados para a realização de exposições de arte contemporânea.

A coleção de Serralves, desde a sua criação em final dos anos 1980, oferece uma ampla e segura amostragem da produção artística de Portugal e do Mundo, desde meados dos anos 1960 até aos dias de hoje.

DANH VÖ nasceu em 1975, em Bà Ria, no Vietname

We the people (detail) [Nós, o povo (pormenor)] — cujo título cita as três primeiras palavras da Constituição dos Estados Unidos da América — faz parte de um projeto iniciado em 2010 em torno da Estátua da Liberdade. Impressionado com a fragilidade da superfície de cobre que reveste a estrutura de aço do monumento, Vö encomendou uma réplica, à escala 1:1, desse revestimento. Identificando o todo de que o fragmento exposto é parte e confrontado com a fragilidade material e conceptual do icónico monumento, o espectador questiona a natureza abstrata e vulnerável do conceito de liberdade.