Shakespeare em digressão pelo país

Há fenómenos cujo sucesso é inegável. As Obras Completas de William Shakespeare em 97 são disso exemplo e têm levado ao teatro muitas famílias, que admitem dar mais de "97 gargalhadas", ao longo do espetáculo que estará até ao final do ano em cena em Lisboa, seguindo, depois, em digressão pelo país, tendo já datas confirmadas no Porto, Leiria, Tábua, Figueira da Foz, Setúbal e Torres Novas.

As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos vão andar em digressão pelo país. Com adaptação e encenação de António Pires, o humor e a atualidade são características da peça, com variadas referências a temáticas triviais e “digitais” do quotidiano português, a par com o (re)conhecimento- das 37 obras daquele que é considerado o maior dramaturgo da história mundial, William Shakespeare.

As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos “viaja” pelas tragédias, comédias, peças históricas e sonetos do mais famoso e influente dramaturgo inglês, provando que “Ser ou não ser” não é uma questão a colocar quando se trata do fenómeno que este espetáculo é desde a sua estreia, em 1996!

Este ano, a peça subiu ao palco com um texto revisto e inúmeros apontamentos adaptados à era digital e às referências modernas da cultura pop. Não obstante, “as intenções textuais e códigos de interpretação shakesperianos”, como destaca Pedro Pernas, um dos protagonistas desta(s) peça(s) contada(s) em 97 Minutos, são evidentes, pois, apesar da sua roupagem clássica, estão presentes no quotidiano, com um toque fresco, apelativo e atual.

Neste espetáculo corta-se a quarta parede, como sublinha Pedro Pernas, uma vez que “o público também é ator, pois respiramos com eles e esperamos pelas suas reações e pela sua interação”, acrescentando que “temos de ser rodas dentadas de um relógio suíço, para o fazer em 97 minutos”. “Estamos a fazer todas as personagens, de todas as peças de Shakespeare – dá que pensar!”, realça Rúben Madureira, complementado no pensamento por Sissi Martins, que acrescenta que “a dificuldade está no número de personagens diferentes e no movimento associado a cada uma delas”.

Teatro Sá da Bandeira – Porto | 10, 11 (21h30) e 12 de Janeiro (17h00)

Teatro José Lúcio da Silva – Leiria | 18 de Janeiro 21h30

Teatro Pax Julia – Beja | 25 jan 21h30

Centro Cultural de Tábua – Tábua | 31 de Janeiro 21h30

CAE Figueira da Foz – Figueira da Foz | 29 de Fevereiro 21h30

Fórum Municipal Luísa Todi – Setúbal | 10 de Março 15h00 e 21h30

Quartel das Artes – Oliveira do Bairro  | 27 Março 15h e 21h30

Teatro Virgínia – Torres Novas | 28 de Março 21h30