Terras sem Sombra: chegou o 14.º Festival do Baixo Alentejo

Com um programa diverso que passa pela música, pelo património cultural e pela conservação da Natureza.

O festival começa no dia 16 de Junho, sábado, pelas 15 horas, com uma visita guiada por António Martins Quaresma (historiador), Ricardo Pereira (arquiteto) e José António Falcão (historiador da arte) ao património Cultural, designada «Na rota do Gama: Testemunhos do Almirante em Sines» , com ponto de encontro no Castelo de Sines.

No mesmo dia, às 21h30, no Centro das Artes de Sines, haverá um concerto de piano, por Artur Pizarro, intitulado «Ecos do Paraíso: Uma Genealogia do Pianismo nos Séculos XIX e XX», concerto comemorativo do 150.º aniversário do nascimento de José Vianna da Motta.

No dia seguinte, 17 de junho, domingo, pelas 9h30, a atividade «Com engenho e arte: A biodiversidade na área de influência do Porto de Sines», orientada por João Castro, Teresa Cruz, Teresa Silva e Susana Celestino (biólogos) e por Adelaide Bernardino (engenheira do ambiente), com ponto de encontro na Câmara Municipal de Sines, centrar-se-á na preservação e salvaguarda da diversidade. Tudo para «Ouvir, Sentir, Amar o Alentejo».

Segundo a página web, o Festival Terras sem Sombra de Música Sacra do Baixo Alentejo é uma iniciativa do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja. Fundado em 2003, possui uma programação de qualidade internacional de que fazem parte concertos de música erudita, master-classes, conferências temáticas, visitas guiadas e outras iniciativas de pedagogia artística.

O Festival Terras sem Sombra é itinerante, abrangendo concertos em igrejas históricas de diferentes concelhos do Baixo Alentejo e do Alentejo Litoral, da franja costeira ao interior, numa lógica assumida de descentralização cultural e de parcerias com as «forças vivas» da região. Apresenta-se contextualizado por um inovador projeto de animação e valorização dos principais monumentos religiosos daquele território, tendo já visitado os concelhos de Almodôvar, Alvito, Beja, Castro Verde, Cuba, Grândola, Moura, Odemira, Ourique, Santiago do Cacém, Sines e Vidigueira.

A direção-geral da iniciativa corre a cargo de José António Falcão, eminente especialista em arte sacra, cujos trabalhos no âmbito do património possuem renome internacional, e que tem vindo a realizar, no Alentejo, uma experiência inovadora de requalificação e valorização dos monumentos religiosos e seus acervos, aproximando-os das comunidades e dos visitantes, inserindo-os em rotas de touring cultural, ambiental e científico e promovendo atividades que visam não só abri-los a um público alargado como favorecer o diálogo entre o património do pretérito e a criação contemporânea, numa linha ecuménica, orientada para as grandes questões da sociedade contemporânea. Sob esta ótica, o Festival Terras sem Sombra tem sido assumido pelos seus promotores como uma alavanca do desenvolvimento regional e um meio de disseminação de boas práticas de sustentabilidade, além de uma plataforma para a promoção do que o Alentejo tem de mais interessante, a começar pelos seus produtos regionais.

O atual diretor artístico é Juan Ángel Vela de Campo, uma das figuras de proa da cena musical europeia, crítico cultural, professor do Conservatorio di San Pietro a Majella di Napoli, célebre instituto do ensino superior de Nápoles, e académico da Real Academia de Gastronomia de Espanha.