Transformar lixo em obras de arte

Joaquim Pires, ex-pescador, num ateliê improvisado, em casa, no Cabedelo, em Viana do Castelo, transforma lixo em obras de arte.

Depois de 42 anos na pesca do bacalhau, a reforma abriu as portas a uma nova vida, no meio de raízes ou troncos de árvores, chapas de ferro ou zinco, tachos e panelas velhas, que transforma em arte.

Parte do material recolhe durante as caminhadas que faz pela praia do Cabedelo, mas há outras “velharias” que os amigos lhe vão arranjando, “sabedores da veia de artista”.

De acordo com a forma de cada material, assim nascem serpentes, crocodilos, imagens religiosas, helicópteros, aviões, entre muitas outras peças, a que já perdeu a conta.

O ateliê de zinco, que ergueu nas traseiras da casa prefabricada, onde vive há 42 anos, na Senhora das Areias, junto ao porto de mar de Viana do Castelo, na margem esquerda do rio Lima, foi ficando “pequeno” para guardar a criatividade de Joaquim.

No bairro onde vive, criado há mais de quatro décadas para os pescadores de Darque, todos lhe conhecem a faceta de artista. Já quem passa pela avenida, em frente à casa, é alertado pelas duas enormes antenas parabólicas, enfeitadas com motivos ligados ao mar, colocadas no portão da entrada da habitação.

O Quim, como é tratado pela vizinhança, já fez “duas exposições em Lisboa, outras tantas no Porto, em Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira”, tendo participado, em 2016 na Bienal de Arte de Cerveira”.